11 de fevereiro de 2015

Tráfego de caminhões será monitorado por três centrais

Tráfego de caminhões será monitorado por três centrais

Fonte:  A Tribuna - página C-6 , Porto & Mar

FERNANDA BALBINO
DA REDAÇÃO

# Estrutura foi apresentada ontem, durante reunião para programar o escoamento da safra até o Porto de Santos

Três centrais de monitoramento de tráfego e um plano que engloba cerca de 20 autoridades federais, estaduais e municipais, além de terminais portuários. Esta é a principal estrutura que irá coordenar o escoamento, até o Porto de Santos, da safra agrícola deste ano, que, segundo as estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, começará no próximo dia 2.

Esses detalhes foram apresentados ontem, durante o Fórum Operação Safra 2015, realizado pela Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República e pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, no Porto. O evento reuniu empresários e autoridades do setor, que apresentaram seus planos para evitar a formação de congestionamentos nas estradas de acesso à região e no sistema viário do complexo marítimo.

Neste ano, o grande diferencial é a leitura eletrônica das placas de caminhões pelo sistema OCR. Ele vai identificar se os veículos que seguem em direção ao cais santista estão agendados e podem ser recebidos pelos terminais.

A princípio, o aumento do número de caminhões em direção ao complexo marítimo estava previsto para começar a ocorrer no próximo domingo. Mas a data projetada foi corrigida para 2 de março, por conta do Carnaval e pela proibição do tráfego de veículos de carga nas estradas federais durante os feriados.

São esperados 32 milhões de toneladas de grãos durante este ano, no Porto. Deste volume, 16,7 milhões de toneladas são apenas de soja. De milho, serão 8,3 milhões de toneladas, enquanto de açúcar, 7 milhões de toneladas.

Segundo o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Claudio Santana Montenegro, o plano é atuar em conjunto, caso haja algum problema. Ele enfatiza que só haverá transtornos, se o agendamento não for respeitado e os caminhões, deslocados para terminais sem capacidade de recebimento imediato.

“É a continuidade do trabalho realizado no ano passado. O objetivo desta primeira reunião é retomar toda a mobilização que a gente não perdeu, mas sempre há o sentimento de começar novamente a cada ano. Não temos movimentações estruturais grandes. Vamos manter o plano, a força de organização e reforçar alguns pontos que a gente identificou já no ano passado que são alguns problemas crônicos que a gente tem”, afirmou Montenegro.

Um desses problemas está na entrada do Distrito Industrial de Cubatão, onde podem surgir filas de caminhões. Mas, de acordo com o diretor esse assunto será discutido com a prefeita Márcia Rosa (PT )nos próximos dias.

Outro problema a ser resolvido, segundo Montenegro, está no acesso à Margem Direita do Porto. “Temos um problema crônico na entrada do Distrito Industrial da Alemoa (Santos) também. A gente tem um acesso ali não só para o Porto, mas para o distrito e os depots (terminais de contêineres vazios). Como essa organização de agendamento ainda não é replicada para os terminais que estão fora do Porto, em alguns momentos pode acontecer um fluxo descoordenado ali, que se junta ao fluxo para o Porto. Então a gente vai focar nesses problemas que já foram identificados. Em geral, o plano continua mantido”.

# MONITORAMENTO

Três centrais de monitoramento do trânsito serão responsáveis por verificar se há congestionamentos no cais santista. Além delas, a Codesp conta com as imagens de câmeras da Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI).

“Este ano, temos três centrais de monitoramento, duas delas funcionando 24 horas por dia e a de Logística em horário comercial, com relatórios gerenciais. Então qualquer coisa que acontece dentro do Porto, nós acionamos o órgão de acordo com a competência estabelecida no plano. A gente aciona, por exemplo, a Guarda Portuária em caso de acidente ou movimento na porta de um terminal. Um problema de desrespeito ao que foi combinado ou se o sujeito resolveu colocar mais caminhões do que vagas que tem, a gente aciona a fiscalização, em conjunto com a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que está junto ao nosso Centro de Controle de Operações. Então os dois atuam juntos em casos de desrespeito às regras”, explicou Luis Claudio Montenegro.

 


 

# REGRAS PARA O AGENDAMENTO

As regras para o recebimento de veículos de carga no Porto de Santos, durante o escoamento da atual safra, serão as mesmas do ano passado. Todo caminhão com grãos que chegar ao cais santista deve passar pelos pátios reguladores, onde sua chegada será agendada. O motorista receberá, por escrito, o período em que o terminal poderá recebê-lo. O veículo que chegar dois dias antes ou depois do período programado para o carregamento ou a descarga, será considerado infrator. Mas, neste caso, o terminal que impedir o ingresso do caminhão (aquele não esperado ou não apontado pelo sistema), em suas dependências, não será responsabilizado pela permanência do auto em vias públicas. Ou seja, não será cobrada multa da instalação que comprovar quando o motorista burlar as regras de agendamento sem o seu conhecimento. Conforme resolução publicada pelo Governo Federal em 2013, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento e causar congestionamentos pode ser multado de R$ 1 mil a R$ 2 mil por caminhão irregular. A normativa também prevê que as instalações recebam multas variando entre R$ 10mil e R$ 20 mil por veículo que interromper o trânsito portuário.

 

 

 

 

 

 

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