11 de fevereiro de 2014

Termina dragagem emergencial

Fonte: A Tribubna - 11/2/2014

Terminou ontem a dragagem emergencial no Trecho 1 do canal de navegação (calha central) do Porto de Santos. A conclusão ocorreu dois dias após a data prevista pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – o último sábado.

Amanhã, será iniciada a verificação da profundidade (batimetria) obtida com o serviço nessa região, que fica entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca.

Após o exame, a estatal definirá qual será o calado máximo das embarcações que poderão trafegar no cais santista.

Usuários do Porto foram pegos de surpresa com a redução do calado operacional nessa área – e como se trata da entrada do canal, o limite afetou todo o complexo – no último dia 21. Antes da redução, o calado máximo permitido para os navios era de 13,2 metros ou, na maré alta, 14,2 metros.

Após o assoreamento, somente embarcações com até 12,3 metros de calado (distância vertical da parte do navio que permanece submersa) – ou até 13,3 metros com a maré alta – podem trafegar pelo local.

A Codesp informou, através de sua assessoria de imprensa, que, com a conclusão da dragagem, é necessário esperar dois dias para que seja iniciada a batimetria. O período é necessário para a decantação dos sedimentos, que é quando o solo se acomoda e a nova profundidade poderá ser medida.

Só após a verificação da fundura do canal de navegação, a estatal saberá exatamente a quantidade de sedimentos que foi retirada do estuário. A partir daí, a Van Oord Operações Marítimas saberá exatamente o quanto receberá pelo serviço executado. De acordo com o contrato firmado com a empresa, a Codesp pagará R$ 9,30 por cada metro cúbico de lama extraído do Trecho 1.

A Van Oord destacou a draga Lelystad para o serviço no último dia 25. A estimativa da Docas era de 15 dias para a realização do serviço. A empresa também é responsável pelo aprofundamento dos acessos aos berços (áreas do estuário entre a calha central e os locais de atracação) da Brasil Terminal Portuário, na Alemoa, e dos novos berços da Ilha Barnabé.

DEFINIÇÃO

Após a batimetria, a Codesp se reunirá com a Capitania dos Portos de São Paulo para a análise dos dados. Caberá à Autoridade Portuária oficializar à Autoridade Marítima as condições de navegação naquele trecho e provar que o local não apresenta riscos à navegação. Em seguida, o material será encaminhado à Diretoria de Portos e Costas da Marinha, que decidirá se o calado máximo dos navios que trafegam no Porto poderá voltar a ser de 13,2 metros.

CALADO

O calado de um navio é a distância vertical medida da superfície da água (a linha d´água) até a parte mais baixa do casco – ou seja, é a altura da parte da embarcação que fica submersa. Quando um navio é carregado, ele fica mais pesado e, por consequência, afunda mais. Com a redução do calado máximo (o valor máximo dessa distância), o cargueiro passa a não poder receber tantas mercadorias. A diminuição no limite dessa medida em Santos acaba restringindo o quanto de cargas um navio pode transportar na região do complexo marítimo.

Assim, tem de chegar ou sair levando um peso inferior de cargas. Como consequência, a medida reduz a competitividade do Porto de Santos.

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