Fonte: Diário Digital - http://diariodigital.sapo.pt/ - 8/4/2015
A Internet está a concentrar-se mais e mais em vídeos. Nos horários de pico, só o Netflix e o YouTube correspondem a metade do tráfego. Esse é um fardo compreensivelmente pesado para os fornecedores transportarem. O que fazer? Ampliar os tubos da Internet, e encolher o que passa através deles.
Codecs de vídeo são algoritmos inteligentes que vão buscar dados brutos de vídeos e reduzem-nos para uma quantidade razoável. Cada codec lida com o dilema entre preservar a qualidade de imagem e diminuir o tamanho do arquivo, mas nem todos os codecs são iguais – longe disso, na verdade.
No blog do YouTube para programadores, o Google explica de forma fácil os benefícios do seu codec de vídeo VP9, a tecnologia usada para transmitir vídeos do YouTube a alguns utilizadores.
Segundo o Google, o VP9 reduz para metade o tamanho do arquivo de vídeo: isso significa que se conseguia transmitir um vídeo 480p com uma má ligação, agora pode chegar à resolução 720p.
Assim torna-se fácil entender por que isto é importante. Mais da metade do tráfego de Internet é vídeo; se puder encolher o tamanho desses vídeos pela metade, diminui o tráfego total da Internet em cerca de 25%.
E, ao contrário de codecs anteriores – que continuam a ser usados – o VP9 é um padrão de código aberto e livre de royalties. Isso significa que a tecnologia é muito mais propensa a ser embutida em navegadores web e smartphones, e utilizada por gigantes de vídeo como o Netflix.
O VP9 começou a ser desenvolvido em 2011, e já é suportado pelo Chrome, Firefox e Opera. Também vem embutido em dispositivos Android como o Samsung Galaxy S6, e em TVs da Sony, LG, Sharp e outras. E o Google já prepara um sucessor, chamado VP10. A empresa quer lançar codecs cada vez mais eficientes a cada 18 meses.