04 de setembro de 2013

Se você achar que competitividade é cara e penosa, experimente a inovação

Fonte: www.admnistradores.com.br - 3/9/2013

# Chegar a frente do concorrente ou se livrar dele é difícil, mas não impossível - o artigo mostra como facilitar esta tarefa

Werner K.P

# Como olhar o seu negócio por cinco ângulos diferentes

Muitos acham que não sabem ou não podem inovar ou serem competitivos, acreditando que se trata de um dom que a gente tem (ou não); ou mais, associando inovação e competitividade com “gente grande” - empreendedores ou empresários famosos.

Se você pensa assim, recomendo incorporar as cinco sugestões a seguir, inspiradas pelo Fórum HSM Inovação & Competitividade 2013, antes de continuar a insistir nesta postura.

1 - Para explorar a inovação como impulso de competitividade, por que não ver o negócio por outro ângulo, a fim de liberar a criatividade – gerador da inovação?

Para liberar a criatividade é preciso “pensar fora da caixa”, entendido como modelo mental que simplifica e condiciona pensamento e ação (ex.: “aquele problema não tem solução” ou “peixe grande come peixe pequeno”: para sair da nossa caixa e estimular a criatividade, por que não perguntar – a si mesmo e a equipe: “qual a probabilidade de nossos produtos serem líder de mercado?” Se a resposta é “nenhuma”, comece pensar e agir em “novas caixas”, seguindo um processo de 5 fases, como sugerido em tese por Alan Iny, do Boston Consulting Group: 1) duvidar e questionar sempre: “por que?”; 2) divergir: “por que não? – 3) imaginar sempre: “e se...” – 4) convergir: “é isso” – 5) testar: “como estamos?”

2 – Para desencadear a inovação, por que não ver o nosso negócio pelos olhos do cliente/consumidor/usuário?

Sabemos que ele não é só razão e propósito, mas também emoção e amor. Surge aqui a idéia de pesquisar o dia a dia dele (“hospedando-se em sua casa”) para identificar, entender, compreender e incorporar “irracionalidades” que impactam hábitos de compra e consumo; “85% do que fazemos provêm de motivações inconscientes que, inclusive, são comuns a todos”, lembra Martin Lidstrom, Especialista em Neuromarketing.

3 – Para atuar na ponta (top end), por que não explorar a tecnologia que evolui exponencialmente?

“A solução (para tudo) advém da combinação de  conhecimento, tecnologia e capital”, enfatiza Peter Diamandis, da Singularity University.

Mundo globalizado significa também mundo conectado e colaborativo através de redes digitais que constituem a chamada economia digital; quem navega neste ambiente das ferramentas de comunidade percebe facilmente que o mundo muda hora a hora; o data mining facilita filtrar a abundância de dados disponíveis, permitindo ganhos significativos num cenário de “explosão do consumo de conteúdo”. “Mas muitos ainda acreditam que digital diz respeito somente a um tipo de propaganda”, observa Fabio Coelho, Diretor Geral do Google; “Teremos 9 bilhões de pessoas conectadas no mundo em breve, e há muita oportunidade para transformar a conectividade”.

4 – Porque não familiarizar-se com o passo a passo da aplicação do pensamento de design na inovação em modelo de negócio, pensando no negócio de forma holística, como sugerido pelo Consultor Alexander Osterwalder, criador do Business Model Generation - Canvas?

“Experimentar e fracassar é parte da inovação, e isso constitui o oposto da ideia de plano de negócios, o qual pressupõe que o futuro possa ser projetado e não leva em conta os inevitáveis erros”, justifica.

Ao avançar com testes do modelo de negócio, as ideias evoluem e começa-se a traçar o quadro de modelo de negócios (Canvas) que permite visualizar como alavancar a proposta de valor ao cliente, a infra-estrutura e o lucro, organizado em nove blocos: segmentos de cliente, proposta de valor, canais, relacionamento com cliente, fontes de receita, recursos-chave, atividades-chave, parceiros e estrutura de custos.

5 – Por que não se engajar junto ao governo para dar mais suporte a ciência e tecnologia? “Há fartura de inteligência, mas há muitos entraves institucionais”, alerta Rivadávia Drummond, Especialista em Gestão do Conhecimento e Inovação.

Vamos resumir:

No mundo dos negócios, inovação e competitividade requerem criação de valor para os stakeholders (colaboradores – clientes – fornecedores – comunidade - investidores).

Inovação e a competitividade constituem uma faceta decisiva de nosso prisma – pessoal e profissional.

Cabe à alta direção das empresas criar espaço para que novas ideias sejam geradas (co-criadas), testadas (execução) e implantadas (adoção).

Empresas como a GE, Procter & Gamble, Apple, HP, Samsung ou Hyundai representam bons exemplos de como desbancar concorrentes aparentemente insuperáveis.

O que ocorre na perspectiva corporativa tem sua origem no indivíduo; no indivíduo que pensa e gera ideias.

Cabe aqui a pergunta: quais das cinco sugestões acima estão sendo barradas por serem inviáveis devido ao nosso pré-julgamento?

Por que acreditar que mente aberta, experimentação e inovação é coisa de “gente grande”?

Se os indivíduos da GE, Procter & Gamble, Apple, HP, Samsung ou Hyundai puderam, porque nós não podemos?

Resta um convite: faça como eu – apanhando, aprendendo, avançando... dê a cara para bater...pelo menos evita ferrugem mental precoce...

Se você achar que inovação é cara e penosa, enfrente o concorrente sem inovação...

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