17 de abril de 2014

Rodada movimenta R$ 112 milhões

Fonte: A Tribuna - 17/4/2014, página C-1, Petróleo & Gás

Evento que aproximou pequenas e grandes empresas bateu recorde em expectativa de projetos encaminhados ou finalizados na feira

LUCAS KREMPEL

DA REDAÇÃO

A Rodada de Negócios do Sebrae-SP e da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), realizada anualmente na Santos Offshore, superou pela primeira vez a barreira dos R$ 100 milhões em expectativa de negócios (projetos encaminhados ou finalizados).

As negociações ocorreram durante a feira e reuniu micro e pequenas empresas (MPEs) de vários estados e âncoras do segmento de petróleo e gás.

Na última semana, R$ 112,5 milhões foram encaminhados em novos negócios. O resultado representa um acréscimo de R$ 26,7 milhões na comparação com a sexta edição da rodada, realizada em 2012, que obteve R$ 85,8 milhões. O resultado fica ainda mais surpreendente se comparado com a quinta edição, que fechou com R$ 38,56 milhões.

A Santos Offshore, considerada a principal feira de petróleo e gás do Estado de São Paulo, aconteceu entre os dias 8 e 11 no Mendes Convention Center, em Santos. Além de empreendedores de toda a região, contou com a visita de empresários nacionais e internacionais.

A Rodada de Negócios tem o objetivo de fomentar compras e contratações no setor de petróleo e gás e identificar alternativas competitivas de fornecimento de bens e serviços para atender esta cadeia de valor. Nessa edição, a rodada contou com 373 reuniões realizadas nos dois dias, envolvendo 16 empresas âncoras e 78 fornecedoras.

“Esta aproximação entre as empresas âncoras e as MPEs cria um ambiente promissor de negócios futuros, prospectando a demanda das grandes empresas e a oferta de bens e serviços das empresas fornecedoras, além de um networking entre as empresas.

Entretanto, é indispensável a quem quer fazer parte deste mercado buscar informações, participar de encontros empresariais e se capacitar, focando gestão, qualidade e inovação”, destaca o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP na Baixada Santista, Paulo Sérgio Franzosi.

Entre as empresas âncoras presentes nas negociações estavam a Petrobras, com BR Distribuidora, Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Campos (UOBC), Unidade de Operaçõesde Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS), Refinaria Presidente Bernardes - Cubatão (RPBC) e Regional São Paulo Sul.

BW Offshore, Concert Technologies, Engemetal, GE Oil & Gas, MRM Logístics, Saipem do Brasil, Repsol Sinopec, Shell, Techint, Vanasa Multigas e Ventura Petróleo também marcaram presença.

ÚLTIMA EDIÇÃO

Na sexta edição da Santos Offshore, a Rodada de Negócios do Sebrae-SP contou com apresença de 26 empresas âncoras e 101 fornecedores. Deste total, 30% são representantes da Baixada Santista. Não foi divulgada a porcentagem regional da última edição.

A sétima rodada foi a segunda realizada no modelo utilizado pela Onip. Tal metodologia já foi adotada nas principais feiras do País, como a Brasil Offshore, de Macaé (RJ), e a Rio Oil and Gas, realizada no Rio de Janeiro.

Na rodada, os fornecedores apresentam as ofertas e as empresas âncoras escolhem com quem querem falar. É a chance que micro e pequenas empresas têm de apresentar produtos e serviços para gigantes do setor de petróleo e gás.

A Petrobras, por meio da UO-BS, por exemplo, investiu R$ 17 milhões com fornecedores de equipamentos e serviços na Baixada Santista nos últimos 15 meses.

Durante a abertura da Santos Offshore, o gerente-geral da UOBS, Osvaldo Kawakami, afirmou que a unidade tinha a expectativa de atender 250 novas empresas. Um balanço ainda não foi divulgado pela estatal.

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BALANÇO GERAL DAS RODADAS DE NEGÓCIOS

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373

reuniões foram realizadas durante a Rodada de Negócios do Sebrae

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16

empresas âncoras participaram da sétima edição do evento

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78

fornecedoras apresentaram propostas na Rodada de Negócios

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17

milhões de reais foram investidos pela Petrobras em serviços na região

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SANTOS OFFSHORE AMPLIA NEGÓCIOS

A Santos Offshore encerrou sua 7.ª edição com um crescimentode 20% em seus números em relação à edição passada, realizada em 2012. A feira atraiu um público de 18.618 compradores ao Mendes Convention Center, em Santos.

Somente na Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae e Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), foi gerada expectativa de R$ 112,5 milhões em negociações.

Para a direção da feira, a qualidade do público presente no evento foi um dos grandes diferenciais desta edição. Segundo Igor Tavares, diretor de Energia da Reed Exhibitions Alcantara Machado, empresa que, ao lado do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), é realizadora do evento, o nível técnico dos visitantes elevou a qualidade da feira e surpreendeu as empresas participantes.

“Atraímos para o evento 180 marcas expositoras, entre elas grandes âncoras do mercado, como a Petrobras e a Saipem. A evolução do evento tem sido constante e nossas expectativas para edição de 2016 são enormes. Mais de 40% das empresas expositoras já renovaram seus espaços para a próxima edição. Isso mostra, sem dúvida, o tamanho do sucesso que foi a Santos Offshore 2014”, conclui Tavares.

Para Alfredo Renault, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), responsável pela metodologia da Rodada de Negócios realizada pelo Sebrae, o grande destaque desta edição foi o fato das empresas participantes das rodadas de negócios terem apresentado, para as companhias âncoras, soluções realmente atrativas e que supriam a necessidade das grandes empresas do setor.

RODADA

“A avaliação que as empresas âncoras fizeram em relação às empresas que foram apresentar seus produtos e serviços foi excelente. Mais de 90% avaliaram como sendo ótimas ou boas as soluções expostas. Isso faz com que o número de negócios que se concretize a partir das expectativas geradas na rodada seja grande”.

O gerente do Escritório Regional do Sebrae na Baixada Santista, Paulo Sergio Franzosi, acredita que estes dados são frutos do trabalho que vem sendo realizado junto às empresas fornecedoras da cadeia de petróleo e gás do Estado de São Paulo. “Este mercado é, de certa forma, novo para São Paulo, ao contrário da Bahia e Rio de Janeiro, e hoje podemos afirmar que as empresas paulistas deste setor estão mais maduras. Elas vieram para a rodada de negócios mais preparadas, com mais informações sobre o mercado, sobre as âncoras e sobre as necessidades que as empresas contratantes possuem”, explica Franzosi.

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