Fonte: Estadão / 4/12/2013
Após queda nas ações, petroleira enviou um comunicado ao mercado em resposta a um ofício da CVM solicitando esclarecimentos sobre os parâmetros da política de preços
A Petrobrás enviou comunicado ao mercado em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitando esclarecimentos sobre os parâmetros da política de preços. A petroleira inicialmente havia informado que faria reajustes automáticos de preço, e num segundo momento, no dia 29 de novembro, após reunião do conselho anunciou que os parâmetros da metodologia de preços seriam "estritamente internos à companhia".
Depois do anúncio do aumento do preço dos combustíveis na sexta-feira, as ações da Petrobrás despencaram cerca de 10% na segunda-feira. Investidores consideraram o reajuste insuficiente para compensar a defasagem dos preços em relação ao mercado internacional e pesou também a falta de detalhamento da metodologia. Já no fechamento do mercado de ontem, as ações da Petrobrás subiram, mas não o suficiente para recuperar as perdas do dia anterior.
Com o comunidade de hoje, o que a Petrobrás esclarece agora é que a aplicação dos reajustes não será automática como consequência direta da fórmula de precificação. "A metodologia estabelece bandas de reajuste, conferindo à diretoria executiva poder discricionário à luz da dinâmica dos mercados doméstico e internacional", diz o comunicado.
No dia 29/11 foi anunciado o aumento de preços da gasolina e do diesel em 4% e 8%, respectivamente. A metodologia para tal, segundo a Petrobrás, contém parâmetros baseados em variáveis como preço de referência dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e ponderação associada à origem do derivado vendido, se refinado no Brasil ou importado.
Ainda a nota de esclarecimento rebate especulações sobre a saída da presidente Maria das Graças Silva Foster. "Petrobrás refuta qualquer afirmação desta natureza."