15 de outubro de 2013

Presidente da CDURP responde às demandas dos acessos ressaltadas pelos usuários dos portos do Rio de Janeiro

Fonte: NetMarinha / 15/10/2013

Em matéria publicada no site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro, foi ressaltada a preocupação com os acessos para as principais entradas do porto do Rio de Janeiro, seja pelo portão 24 ou pelos acessos através do bairro do Caju, que são estreitos, com todo trajeto em mão dupla, com carretas estacionadas e abandonadas, encurtando ainda mais o espaço para o tráfego.

Ao longo da história, constata-se que os portos nunca foram prioridade para os governantes e, recentemente, a Prefeitura fez um novo acesso ao porto pela Rua Carlos Seixas. Contudo, foi questionado a construção desse novo acesso para viabilizar a logística do porto do Rio de Janeiro, sendo realmente construído em função do INTO – Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, para reduzir o numero de veículos que contornam na frente do hospital para acessar o porto através do portão 24 ou do bairro do Caju.

Para os Usuários dos Portos do Rio de Janeiro, o quadro atual é péssimo e temem que em breve poderão assistir o fim do Porto do Rio de Janeiro. Isso porque, a obra de demolição do viaduto da perimetral e a construção do BRT TransBrasil na Avenida Brasil inviabilizará a logística ao porto.

É enfatizado que a demolição do Viaduto da Perimetral – Porto Maravilha, prevista para acontecer ainda em 2013, poderá causar um grande transtorno ao trânsito da cidade. Diante disso, a Prefeitura está estudando limitar o tráfego de carretas na Avenida Brasil, podendo trazer o caos ao porto do Rio, ainda que seja nos horários de pico, pois não há estacionamento de veículos suficientes dentro do porto e o bairro do Caju não tem espaço para tal.

Ainda assim, a obra do BRT TransBrasil impedirá o acesso ao porto pelo portão 24 e todos os veículos deverão acessar o porto pelo viaduto de Benfica para pegar o novo acesso pela Rua Carlos Seixas. O viaduto de Benfica é estreito, com curvas extremamente fechadas e não possui condições de acesso para veículos grandes e cargas de excesso.

A solução para esse problema, ressaltam os Usuários dos Portos do Rio de Janeiro, já existe e pode ser dada com rapidez. Existem projetos prontos, recursos do governo federal, através da Secretaria especial de portos, a serem destinadas à obra, cujo objetivo seria o acesso ao porto através de viaduto, com a construção de uma alça de descida (a subida já existe), através da qual, os veículos poderão acessar o porto do Rio de Janeiro diretamente da Avenida Brasil. Contudo, mais uma vez, estamos diante do politicamente viável.

Em resposta às declarações postadas no site dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro, o Presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), Alberto Gomes da Silva, enaltece o Projeto Porto Século XXI,  atualizado em 2012 e que envolve as três esferas de governo e a iniciativa privada, visando a melhoria da infraestrutura do Porto do Rio de Janeiro.

O plano prevê uma série de obras para melhorar os acessos rodoviário, ferroviário e aquaviário ao porto carioca, em expansão. O investimento total nos próximos 5 anos, é de aproximadamente R$ 3 bilhões, sendo R$ 1 bilhão em recursos públicos e R$ 2 bilhões do setor privado. Um dos principais projetos é a construção da Avenida Portuária. A primeira etapa deste novo acesso, que era compromisso da Prefeitura,  já está em funcionamento, tendo sido inaugurado em 2010. Ou seja, o primeiro a cumprir seu compromisso com o Porto Século XXI foi o Prefeito do Rio, Eduardo Paes.

O Presidente ainda ressalta que a revitalização não rivaliza com a atividade portuária. A construção do novo acesso ao Porto pela Avenida Brasil foi a primeira iniciativa das obras. Os novos acessos ao porto pelo Caju vão certamente garantir as condições logísticas que o Porto do Rio precisa e a Prefeitura do Rio está colaborando nestes estudos. Além disso, o município está implantando também um novo ordenamento urbanístico e viário no Caju para melhorar a movimentação dos caminhões.

O Elevado da Perimetral será substituído porque está saturado, operando acima de sua capacidade há muito tempo devido aos grandes engarrafamentos diários na Perimetral. Além de não cumprir mais a sua função viária nos horários de pico, o elevado é um elemento degradador do ambiente e do patrimônio histórico e cultural, público e privado desta região tão importante para a cidade, gerando um vazio urbano em local de tamanha importância estratégica.

Na verdade, não se trata somente da Perimetral. A Prefeitura está implantando o conceito moderno de mobilidade urbana na Região Portuária e no Centro da Cidade. Em eixo viário importante, a área recebe o fluxo de veículos que chega de todas as direções da Região Metropolitana, integrando as zonas Norte, Sul e Centro e ainda tem o próprio tráfego. O sistema atual está obsoleto. O novo sistema substitui o conjunto Avenida Rodrigues Alves e Elevado da Perimetral por duas novas grandes vias, Binário do Porto e Expressa.

Com três faixas de rolamento em cada sentido, juntas, ampliarão a capacidade de tráfego em 27%. Com 5.050 metros de extensão, sendo que 2.570 metros em túnel, a Via Expressa substitui o Elevado da Perimetral com a função de levar os veículos da Avenida Rodrigues Alves à entrada do Aterro do Flamengo nos dois sentidos, sem saídas intermediárias. Servirá a quem somente atravessa a região, sem entrar nela. A Via Binário do Porto, com 3.500 metros (e dois túneis, um de 80 metros e outro de 1.480 metros) ligando o Viaduto do Gasômetro à Praça Mauá (sentido Centro) e a Rua Primeiro de Março ao Gasômetro (sentido Rodoviária), substitui a Avenida Rodrigues Alves na tarefa de distribuir o tráfego internamente e seus acessos ao Centro.

As ruas e avenidas de superfície desta via serão abertas ao tráfego no dia 19 de outubro. O modelo que a Prefeitura está implantando privilegia o transporte público coletivo, valoriza a ideia de morar perto do trabalho, cria mais espaços para pedestres, implanta 17 km em ciclovias, contempla recursos de acessibilidade e integra os meios de locomoção na área, sendo voltado também às pessoas. Essa, que é uma área nobre da cidade, relegada a via de passagem, será transformada no que há de mais moderno na cidade, inserida em um projeto integrado aos novos sistemas de transporte de massa do Rio, como os BRTs (Bus Rapid Transport).

 

O projeto está inserido em um plano de racionalização do trânsito. O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), com seus 28 Km de vias, entra nesse sistema para conectar o BRT Transbrasil, rodoviária, metrô, trens, barcas, teleférico, aeroporto e terminal marítimo de passageiros. Hoje, a cidade só conhece o lado de “serventia”, sob a sombra do Elevado da Perimetral, que ajudou a degradar o espaço ainda mais, retirou as pessoas de lá, assim como retirou a memória, resgatada aos poucos com o processo de revitalização. Ao longo do elevado, observa-se prédios de enorme relevância histórica e arquitetônica desconhecidos da população: o Morro de São Bento, o Moinho Fluminense, o Paranapanema (agora em transformação na Fábrica de Espetáculos do Theatro Municipal), o Palacete Dom João VI, muitos prédios escondidos pela Perimetral.

 

Além das obras viárias, a Prefeitura está renovando a infraestrutura urbana nos 5 milhões de m². Todas as ruas da região terão as redes de infraestrutura urbana refeitas – água, esgoto, drenagem, gás natural, energia elétrica, telecomunicações e iluminação pública – em sistema totalmente subterrâneo e mapeado. Todos esses desdobramentos são resultado do Porto Maravilha. Todas essas ações permitirão o aumento do número de moradores na região central e com a vinda de novas empresas, serão milhares de novas oportunidades de negócios e empregos. A cidade não deve prescindir desse oportunidade de desenvolvimento.

 

Por fim, o Presidente Alberto Gomes da Silva ressalta que o que está reservado para essa área do Rio ao fim das intervenções é a devolução à cidade de uma área estratégica, de importância histórica e dimensão de 5 milhões de metros quadrados (m²). Essa grande região, abandonada por décadas, volta a fazer parte do Rio de Janeiro com o Porto Maravilha.

 

 

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