18 de julho de 2013

Petrobras prepara base na região

Fonte: A Tribuna - 18/7/2013 - Página C-1, Economia

LUCAS KREMPEL

DA REDAÇÃO

O Terminal Marítimo Privativo de Cubatão (TMPC), operado pela Usiminas, é a aposta do Governo de São Paulo e da Petrobras para a instalação de uma base logística que atenderá a Petrobras na Baixada Santista. Sem opções de área na região e estrangulada pelo orçamento, a estatal vê com bons olhos a terceirização da base.

Nos últimos anos, as ilhas vizinhas de Barnabé e Bagres, no Estuário de Santos, foram consideradas os principais locais para a instalação da base logística, mas após a divulgação da Operação Porto Seguro, o projeto foi engavetado. A obtenção de licenças e autorizações para a construção de um centro marítimo e naval foi um dos pontos investigados.

Caso a negociação seja concretizada entre as empresas, o mercado de petróleo e gás na região ficará fortalecido e a geração de empregos no setor ganhará fôlego. Estima-se que seja necessário cinco anos para a construção de uma base logística para atender a demanda do pré-sal da Bacia de Santos.

O interesse pelo terminal operado pela Usiminas foi revelado pelo assessor especial de Assuntos Estratégicos do Governo de São Paulo, João Carlos Meirelles, durante a 14.ª reunião do Conselho Estadual de Petróleo e Gás, em São Paulo. O gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos, Osvaldo Kawakami, participou do evento.

“Eles (Usiminas) ainda têm uma disponibilidade de estender o cais de atracação. Para esses navios nós precisamos de não mais de 80 a 100 metros de atracação. Isso, obviamente, são eles que vão decidir”, diz Meirelles.

De acordo com o secretário, o objetivo do governo estadual e Petrobras é trabalhar o local como base para operação de manutenção e reparo de navios, além de suprimentos e complementação de equipamentos.

“Se você tirasse os cascos da Wilson Sons e completasse a montagem em outro lugar, nós dobraríamos a capacidade da Wilson Sons. Ao invés de termos dois barcos em construção e esperando um tempão para acabar de montar, se constrói os cascos desse navio e leva esse casco para ser ‘recheado’ com tecnologia em outro lugar”, explica ao indicar o porto da Usiminas como o local ideal.

Meirelles está ciente que algo precisa ser feito no Porto de Santos ou todos os serviços serão migrados para o Rio de Janeiro, estado que possui a melhor infraestrutura para o setor no País desde o início das atividades na Bacia de Campos. “Ou nós ganhamos condições do Porto de Santos dar operação às embarcações de manutenção e reparo para as plataformas ou elas estarão em outro lugar, como Angra dos Reis ou Rio de Janeiro”.

Nem mesmo o projeto Barnabé-Bagres está descartado pelo secretário. “Nós tivemos esse problema nessa área, mas temos que retomar isso por um outro caminho ou talvez outras possibilidades. É preciso usar muito a cabeça”, diz ao afirmar que as prefeituras de Santos, Guarujá e Cubatão estão muito empenhadas nesse trabalho.

Procurada por A Tribuna, a Usiminas não quis comentar o assunto. A empresa afirmou ainda que está, inclusive,em período de silêncio, por conta da divulgação de seu balanço financeiro do 2.º trimestre.

A Petrobras não emitiu nenhuma resposta até o encerramento desta edição. Informalmente, um representante da empresa afirmou que nenhum gerente-geral das unidades está autorizado a conceder entrevistas.

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