04 de fevereiro de 2015

Petrobras mantém plano de ter dois berços no Porto de Santos

Fonte:  http://www.atribuna.com.br - 02/02/2015 - Porto & Mar

# Estatal deverá abrir licitação nos próximos meses

Os planos da Petrobras de ter dois berços de atracação à disposição de navios de suprimentos de plataformas de petróleo, no Porto de Santos, estão mantidos. A estatal deverá abrir nova licitação, nos próximos meses, para tentar contratar a empresa que prestará esse serviço. O primeiro certame, realizado no ano passado, fracassou.

A informação é do gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UOBS), Osvaldo Kawakami.  Ele explica que as especificações técnicas do edital tiveram que ser alteradas, para verificar a possibilidade de reduzir o valor de investimento ofertado, uma vez que o primeiro teve apenas um concorrente.

A Bandeirantes Logística foi a única empresa do Porto de Santos a concorrer no certame, realizado no último semestre. A companhia, porém, apresentou um preço incompatível com aquele estimado pela estatal, que acabou cancelando a licitação e, agora, estuda uma nova estratégia de contratação do serviço.

Kawakami  não fala em prazos, mas afirma que, “em breve”, essa nova concorrência pública deve ser apresentada ao mercado. Inicialmente, acreditava-se que, já no segundo semestre deste ano, seriam iniciadas as operações em pelo menos um dos dois berços contratados pelas empresas. Agora, na melhor das hipóteses, estima-se que os trabalhos se iniciem somente em 2016.

A intenção é que, nas áreas contratadas, a Petrobras faça o embarque e o desembarque de suprimentos para as plataformas distribuídas pela Bacia de Santos, que, em média, estão distantes 300 quilômetros da costa dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. A operação prevê trabalho 24 horas, nos sete dias da semana.

Por enquanto, essas plataformas, que já produziram mais de 500 mil barris de óleo, continuam a ser abastecidas unicamente pelos portos do Rio de Janeiro e de Itajaí, em Santa Catarina. Ao vir para Santos, a base offshore, além de desafogar as de outros complexos marítimos, otimizaria parte dos trabalhos, devido à proximidade com fornecedores.

A utilização do cais santista pela cadeia de petróleo e gás se resume, até o momento, aos serviços prestados pela Saipem, na montagem de tubulações de plataformas, e pelo Ecoporto, no Valongo, que operou navios supply boat. Eles utilizaram o terminal durante paradas programadas, para abastecer as plataformas de Merluza e Mexilhão, ambas na Bacia de Santos, no ano passado. Uma vez concluídas, as operações não foram mais necessárias.

Estima-se que, em 2020, a Unidadede Operações da Baixada Santista esteja produzindo ao menos 2 milhões de barris de óleo por dia. Até lá, não somente a base offshore no Porto auxiliará nos trabalhos, com o também o aeroporto de Itanhaém, cuja a ampliação e modernização estão prestes a serem entregues pela empresa.

Compartilhe

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.