Fonte: A Tribuna - 9/4/2014, página C-3, Economia
# Gerente da estatal, Kawakami afirma que investimento foi feito nos últimos 15 meses
LUCAS KREMPEL
DA REDAÇÃO
A Petrobras investiu R$ 17 milhões com fornecedores de equipamentos e serviços na Baixada Santista nos últimos 15 meses, afirmou o gerente-geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobras, Osvaldo Kawakami, na abertura da sétima edição da Santos Offshore. O evento ocorre no Mendes Convention Center, em Santos, até sexta-feira.
O estande da Petrobras na feira terá um espaço destinado aos fornecedores com o objetivo, segundo Kawakami, de aumentar o número de fornecedores locais. “O objetivo é que 250 novas empresas sejam atendidas pelos nossos técnicos nessa feira, para credenciá-los como fornecedores”.
O presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, responsável pela feira, Juan Pablo De Vera, disse que o evento deverá movimentar, somente com Rodadas de Negócios, mais de R$ 110 milhões.
A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e o Escritório do Sebrae-SP na Baixada Santista promovem, hoje e amanhã, a Rodada de Negócios. Dezessete âncoras e 126 empresas fornecedoras de bens e serviços para a indústria participam desta edição.
A rodada tem o objetivo de fomentar negócios no setor de petróleo e gás e oferecer a possibilidade de identificação de alternativas competitivas de fornecimento de bens e serviços no mercado local. A expectativa da Onip é realizar cerca de 500 reuniões. A Rodada de Negócios faz parte do conjunto de projetos do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores da Onip – MultiFor.
LEILÃO
Na abertura da Santos Offshore, uma cobrança por mais leilões de campos de petróleo e gás no Brasil e outra por uma abertura do mercado para demais petrolíferas chamaram a atenção dos presentes.
Para o diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Mauricio Figueiredo, o Brasil precisa repetir o que foi feito em 2013, realizando mais leilões dos campos de petróleo e gás do País. “Os leilões representam os pipelines que vão gerar os investimentos e capitalizar o governo, além de movimentar a cadeia produtiva. Então sem os leilões, a indústria sofre como está sofrendo este ano. E, provavelmente, sofrerá um pouco mais em 2015. Os resultados dos leilões (de 2013) vão começar a refletir de forma mais expressiva a partir de 2016”.
Figueiredo parabenizou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pelos leilões em 2013. De acordo com ele, representou um marco para a indústria de petróleo e gás no Brasil. “Os cinco anos de jejum dos leilões afetam, hoje, a nossa indústria. Portanto a regularidade desses leilões é imprescindível. Nós temos uma bacia com números expressivos para explorar”.
O subsecretário de Petróleo e Gás da Secretaria de Energia de São Paulo, Ubirajara Campos, acredita que a Petrobras não pode ficar sozinha como operadora nos leilões. “Nos parece um risco muito grande”.
CONFERÊNCIAS
Durante a Santos Offshore, os visitantes poderão participar, gratuitamente, das conferências que serão promovidas sobre diversos temas da cadeia do pré-sal. Realizadas pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), as conferências serão divididas em três grades centrais: Executiva, Técnica e Comercial.
“Serão três dias bastante interessantes e as pessoas poderão entender o que é a Bacia de Santos e ter um entendimento mais claro do tamanho do desafio do pré-sal, da dimensão deste projeto e das oportunidades que tudo isso vai gerar”, diz o secretário- geral do IBP, Milton Costa Filho.