Fonte: http://www.infomoney.com.br - 1/07/2015 - 12h16
Por Bloomberg
# Companhias chinesas, que entraram no Brasil há 2 anos, querem aumentar sua presença no País no momento em que a Petrobras está vendendo ativos para pagar dívidas
(SÃO PAULO) As duas companhias chinesas, que entraram no Brasil há dois anos, querem aumentar sua presença no País no momento em que a Petrobras está vendendo ativos para pagar dívidas, disseram fontes com conhecimento no assunto.
Sinopec e Cnooc estão entre as interessadas em comprar participações em blocos de exploração offshore do pré-sal, disseram as pessoas, que pediram anonimato devido ao caráter sigiloso das discussões.
Petrobras convidou pequeno grupo de companhias internacionais com experiência offshore para darem lances por participações em algumas concessões, incluindo blocos do pré-sal, disseram algumas pessoas no mês passado.
A Petrobras não retornou emails e telefonemas em busca de comentários. O CEO Aldemir Bendine disse a repórteres no dia 29/junho que a companhia não vai comentar negociações de ativos antes que se tornem oficiais.
Embora não tenha comentado especificamente sobre os ativos da Petrobras, a Sinopec disse em resposta por email que vai avaliar algumas oportunidades de aquisição.
A Cnooc, com sede em Pequim, não respondeu a um pedido de comentários por email. Dois telefonemas para seu departamento de mídia não foram atendidos.
NOTA: A Petrobras elevou a meta de venda de ativos para US$ 15 bi neste e no próximo ano para financiar operações e reduzir a dívida que está em US$ 125 bi.
Statoil and Shell também estão avaliando dados geológicos dos campos do pré-sal para preparar ofertas, segundo uma das pessoas.
A Petrobras espera estas propostas ainda este mês, disse a pessoa.
A companhia quer levantar no mínimo US$ 5 bi com a venda dos campos offshore, disse outra pessoa.
“Eu não vou falar sobre a possibilidade de a Shell preencher espaços da Petrobras. Posso falar sobre o nosso entendimento acerca de oportunidades no Brasil como um todo”, disse André Araujo, presidente da Shell no Brasil, a repórteres em 30/junho.
“Temos uma participação no mercado brasileiro que é forte, mas que pode crescer. E temos um objetivo de continuar olhando novas oportunidades no Brasil”, disse ele.
Statoil não quis comentar, segundo resposta por email.
Cristiane Lucchesi e Sabrina Valle