11 de fevereiro de 2014

Noruega tem média salarial de R$ 10 mil e taxa de desemprego de 3%

Fonte: G1 - Conta Corrente - 10/2/2014

Flávia Sarmento

Quando se fala em oportunidades e desenvolvimento social, um lugar no mundo é referência: a Noruega. Em 2013, o país foi eleito o mais próspero do planeta, pelo quinto ano consecutivo.

E o detalhe é que a Noruega está atraindo um número cada vez maior de trabalhadores que vão atrás justamente de qualidade de vida. É o que a gente vê na reportagem do enviado especial da GloboNews a Oslo, Rafael Câmara.

Mesmo com temperaturas que podem chegar facilmente a -30°C e uma das maiores cargas tributárias do mundo, a Noruega se orgulha de ser o país com a melhor qualidade de vida do planeta. Título dado pela ONU.

Com uma média salarial equivalente a R$ 10 mil por mês e uma taxa de desemprego de apenas 3%, o mercado de trabalho está cada vez mais aquecido. E isso faz com que esse país nórdico seja uma opção para muitos imigrantes.

A Noruega ainda tem a economia atrelada à pesca, mais a extração de petróleo que move o país. Por isso uma demanda tão grande por engenheiros. Mesmo com salários atrativos, que podem chegar a R$ 30 mil por mês, faltam profissionais qualificados para preencher as quase seis mil vagas abertas, todos os anos.

E foi atrás de uma dessas vagas que Eduardo deixou, há dois anos, a vida que tinha no Brasil.

“O salário é maior, mas o imposto é muito maior, então é uma coisa que você tem que balancear. O custo de vida aqui é muito alto. O que me sobra de dinheiro, talvez seja a mesma coisa, ou um pouco mais do que no Brasil, mas a qualidade de vida aqui é muito superior, isso não tem o que se discutir”, declara Eduardo Fridman, engenheiro.

Hoje, ele trabalha em uma empresa de exploração de petróleo submarina. Uma área que cresceu muito nos últimos dez anos.

Hoje, 25% do PIB da Noruega vem da exploração do Petróleo. E grande parte do dinheiro arrecado vai direto para o que eles chamam de fundo soberano de petróleo do país.

“Nós passamos por uma crise econômica na década de 80 na Noruega. E a medida política era poupar dinheiro. No decorrer da década de 90, a receita de exploração de petróleo começou a ajudar o país. E, com isso, nós decidimos pegar esse lucro e criar um fundo. Eu acho que a gente aprendeu com a crise regras para encargos e impostos. E só isso já foi uma razão importante para administrarmos essa situação”, explica Steinar Holden, professor de economia da Universidade de Oslo.

 

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