Fonte: A Tribuna On-line - 11/7/2013 - 13h48
A Baixada Santista parou na manhã desta quinta-feira. Os protestos, promovidos por mais de 80 sindicatos representando oito centrais sindicais da região, bloquearam pontos estratégicos de acesso, afetando principalmente o deslocamento dos munícipes entre Santos, São Vicente, Praia Grande, Cubatão e Guarujá.
Os atos públicos terminaram por volta das 12 horas, quando os grupos sindicais se reuniram na Praça Mauá, no Centro de Santos. Há previsão de que, ainda nesta tarde, uma manifestação ocorra em frente ao prédio da Alfândega, no Centro.
A Polícia Militar não registrou ocorrências graves e, por volta das 13 horas, as cidades afetadas pela manifestação já não possuíam bloqueios que interrompiam o trânsito.
Madrugada
As manifestações tiveram início às 5 horas. Ainda estava escuro quando os sindicalistas iniciaram os bloqueios das vias que davam acesso às cidades vizinhas da região.
A divisa entre Santos e São Vicente foi um dos trechos mais afetados com o bloqueio. Por volta das 7h30, motoristas de veículos particulares e coletivos começaram a trafegar entre as cidades. Após bloquearem os dois sentidos da Avenida Presidente Wilson, manifestantes liberam parte da via.
A divisa pela Área Continental também foi bloqueada. Como rota alternativa e de fuga, os motoristas utilizaram o Morro Nova Cintra, que chegou a ficar congestionado com o excesso de veículos.
Em Santos, os bloqueios ocorreram na entrada da Cidade, na Avenida Martins Fontes (altura do Cemitério do Saboó), prejudicando a movimentação de veículos que se dirigiam à Via Anchieta. Os trabalhadores só conseguiram acesso às 22 indústrias que integram o parque industrial de Cubatão a pé.
Transporte coletivo
Quem dependeu do transporte coletivo esperou cerca de uma hora em alguns pontos de ônibus. Por volta das 9 horas, cerca de 10 ônibus da Viação Piracicabana estavam parados em um ponto localizado na Rua Frei Francisco Sampaio, no bairro Aparecida, em Santos. Os motoristas disseram estar parados por não conseguir completar a rota estipulada pela linha, uma vez que as vias estavam bloqueadas pelos manifestantes.
Como alternativa de transporte, muitos utilizaram o serviço Bike Santos na Cidade. As estações dos canais 5 e 6, onde ficam as bicicletas, estavam vazias por volta das 9h30, conforme apurou a Reportagem.
A internauta de A Tribuna On-line, Larissa Panelli, relatou no Facebook que o Terminal Tude Bastos, em Praia Grande, estava sem ônibus municipais no início da manhã.
Lidiane Silva, de São Vicente, teve dificuldade para atravessar a divisa com Santos. "O ônibus não conseguia passar dali. Tive que descer e ir andando até o Canal 4".
Comércio fechado
Os poucos comerciantes que abriram as portas na manhã desta quinta-feira no Centro de Santos foram obrigados a fechar os estabelecimentos. "Enquanto não fechar, a gente não vai parar", diziam os manifestantes por volta das 11h30, no momento em que começaram a se reunir na Praça Mauá.
Os bancários da agência do Santander, localizada na Rua João Pessoa, e do Bradesco, na Rua Amador Bueno, também foram obrigados a encerrar atividades.
Rodovias do SAI
Após ser bloqueada pelos manifestantes no início da manhã, a Rodovia Cônego Domênico Rangoni foi liberada às 9h30, no sentido Cubatão, na altura do Km 268. Os manifestantes continuaram ocupando a pista no sentido Guarujá, que só foi liberada horas depois, por volta das 12 horas.
O mesmo ocorreu com a Via Anchieta, que teve tráfego represado em função da entrada Santos bloqueada pelos manifestantes, e a Padre Manoel da Nóbrega, no trecho de Cubatão, que foram liberadas no meio da manhã.
Travessia de balsas
Segundo a Dersa, o movimento na travessia de balsas entre Santos e Guarujá funcionou abaixo do normal nesta manhã e início de tarde. O serviço não foi interrompido pelos manifestantes.