02 de fevereiro de 2015

Importações recuam mais que exportações e déficit cai 21,9% em janeiro

Fonte:  InfoMoney - 02/02/2015 - 15h27

Por Agência Brasil

# Apesar do resultado negativo, o déficit caiu 21,9% em relação a 2014,  em janeiro do ano passado, o país tinha importado US$ 4,068 bilhões a mais do que tinha  exportado, o pior resultado da história para o mês.

O país começou o ano importando mais do que exportando. Segundo  números divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a  balança comercial – diferença entre exportações e importações – teve déficit de US$ 3,174 bilhões  em janeiro.

Apesar do resultado negativo, o déficit caiu 21,9% em relação a 2014.  Em janeiro do ano passado, o país tinha importado US$ 4,068 bilhões a mais do que tinha  exportado, o pior resultado da história para o mês.

A diferença entre compras e vendas está caindo porque as importações estão recuando mais que as exportações. Em janeiro, o país exportou US$ 13,704 bilhões, recuo de 10,4% pela média diária em relação ao mesmo mês de 2014. As importações somaram US$ 16,878 bilhões, retração de 12% na mesma comparação.

As exportações caíram no mês passado por causa da queda do preço internacional das commodities – bens primários com cotação internacional – e da retração da venda de produtos industrializados, principalmente para a Argentina. O valor das vendas de manufaturados caiu 14,6%, puxado pela queda nos embarques de veículos de passageiros, óleos combustíveis, motores e geradores. As exportações de produtos básicos caíram 11,1%, principalmente por causa do minério de ferro, da carne bovina, da carne suína e do farelo de soja.

A única categoria de produtos a registrar aumento nas exportações foram os semi manufaturados, com alta de 3,1% em relação a janeiro de 2014. O crescimento concentrou­se nas vendas de aço, ferro fundido, madeira serrada e óleo de soja em bruto.

A queda nas importações foi motivada pela diminuição das compras de combustíveis e lubrificantes (­28,4%), de bens de consumo (­14,2%), de bens de capital (­8%) e de matérias­primas e intermediários (­7%). Em relação aos bens de consumo, os maiores recuos ocorreram nas importações de veículos de passageiros e peças, de eletrodomésticos e móveis.

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