15 de outubro de 2014

Hillary Clinton defende 'internet aberta' em conferência nos EUA

Fonte: Folha de S. Paulo - 14/10/2014 - 16h14

BRUNO FÁVERO

ENVIADO ESPECIAL A SAN FRANCISCO

A ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton declarou nesta segunda-feira (14) durante evento em San Francisco ser favorável à adoção da neutralidade de rede nos Estados Unidos e a "manter a internet aberta".

"Quando fui secretária de Estado, ficou claro pra mim que a liberdade na internet é um valor tão essencial quanto a liberdade de expressão. E ficou óbvio também que indivíduos, especialmente ativistas, estavam virando alvo de governos [na rede]. Gastamos dinheiro e tempo pra deixar a internet aberta e isso ainda é uma luta", disse Hillary.

" [Por isso] eu corroboro a fala do presidente Obama, que manifestou seu apoio à neutralidade de rede", concluiu. Hillary falou para um público composto por integrantes da indústria de tecnologia durante o evento Dreamforce, organizado pela empresa de software Salesforce em San Francisco.

A declaração de Clinton, um dos nomes mais cotados para concorrer à presidência do país em 2016 pelo partido Democrata, ocorre em um momento em que a FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA) discute se o país deve ou não adotar o conceito de neutralidade de rede, que obriga operadoras de internet a tratar da mesma forma quaisquer pacotes de dados que trafegam pela rede.

Recentemente, Obama disse apoiar a ideia, mas salientou que não poderia interferir nas decisões tomadas pela FCC porque a agência tem independência para agir.

Na prática, a neutralidade impede que operadoras cobrem preços diferentes dependendo do conteúdo acessado pelo usuário. Especula-se, por exemplo, que, sem a neutralidade de rede, provedores poderiam cobrar preços diferentes de usuários que apenas leem texto e usuários que veem vídeos na rede.

Por outro lado, as operadoras afirmam que a neutralidade gera custos e limita seus modelos de negócios.

No Brasil, a neutralidade de rede é determinada pelo Marco Civil da Internet, sancionado em abril pela presidente Dilma Rousseff após tramitar por cerca de dois anos no Legislativo.

O jornalista BRUNO FÁVERO viajou a convite da Salesforce

Compartilhe

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.