Fonte: Folha de S. Paulo - 9/01/2015 - 14h00, atualizado às 16h15
# 16h15 - Duas ações policiais conjuntas mataram três homens que faziam reféns em locais distintos da França. Dois deles, os irmãos Said Kouachi 34, e Chérif Kouachi, 32, são suspeitos de participar do massacre ao jornal satírico “Charlie Hebdo”. O terceiro suspeito morto, Amedy Coulibaly, 32, invadiu um mercado judaico em Porte de Vincennes, em Paris, e também fazia reféns no local. Segundo a Reuters, o sequestrador e mais quatro reféns foram mortos. Segundo a agência AFP, Coulibaly seria ligado a um dos irmãos Kouachi. Coulibaly era suspeito do assassinato de uma policial municipal francesa nesta quinta-feira (8), em Montrouge.
Os três suspeitos de manter reféns em uma gráfica de Dammartin-en-Goële e em um mercado de Paris morreram nesta sexta-feira (9) após ações das forças policiais francesas.
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Na gráfica estavam os irmãos Said, 34, e Chérif Kouachi, 32, suspeitos de terem cometido o ataque contra o jornal "Charlie Hebdo" na quarta-feira (7). Eles mantinham uma pessoa refém, que saiu ilesa.
No mercado , cerca de cinco reféns eram mantidos por um homem suspeito de ser o mesmo que havia cometido o ataque de quinta-feira (8), que ataque desta quinta, que matou uma policial.
Entre as vítimas –-mortas a tiros-- está o diretor da publicação, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb. Foram mortos 8 funcionários do jornal, um colaborador da publicação, um funcionário do prédio em que funciona o veículo e dois policiais. Além dos mortos, 11 ficaram feridos, quatro em estado grave.
Esse foi o pior ataque à mídia desde 2009, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas. E o atentado mais mortífero na França desde 1961.
# outras informações
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, confirmou as mortes dos dois irmãos.
O refém mantido pelos irmãos Kouachi saiu ileso da operação.
O homem que mantinha ao menos cinco reféns em um mercado de Paris também morreu.
Fonte policial citada pela Reuters diz que ao menos quatro reféns foram mortos durante a invasão ao mercado em Paris.