Fonte: Revista Cafeicultura - http://www.revistacafeicultura.com.br/ - 5/5/2015 - 9h27
Os custos com a colheita e a pós-colheita na cafeicultura brasileira aumentaram 6,37% no período de abril de 2014 a março deste ano, de acordo com pesquisa feita pela Universidade Federal de Lavras, a pedido da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).
No mês de março, estas etapas do processo produtivo custaram em média, R$ 119,42 a saca para o produtor de café arábica. Para os agricultores da espécie conilon, o valor ficou em R$ 84 a saca.
De acordo com a pesquisa, o município de Manhumirim (MG) teve o maior custo dentre àqueles que realizam a colheita manual de arábica, R$ 221,64 a saca, o que correspondeu a 51,33% do Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade na região.
Entre as regiões com colheita mecanizada de arábica, Capelinha (MG) apresentou os maiores custos. No município, a colheita e a pós-colheita contribuíram com R$ 98,54 a saca em março de 2015.
O maior custo com colheita e pós-colheita entre os produtores de conilon foi observado em Jaguaré (ES), onde a despesa totalizou R$ 85,20 a saca em março.
O Custo Operacional Total (COT) dos produtores de arábica com manejo manual foi de R$ 472,01 a saca em março, enquanto o COT no mecanizado foi de R$ 353,54.
No manejo semimecanizado, o COT foi de R$ 466,53 por saca. “A maior participação no COT de regiões com produção manual é do grupo de colheita e pós-colheita. Em regiões mecanizadas, a maior participação é dos fertilizantes”, diz a pesquisa.
O COT dos produtores de conilon ficou entre R$ 220,14 e R$ 243,21 a saca.
Fonte: Valor Econômico - http://www.valor.com.br/