Fonte: Momento Editorial - Inovação nas Empresas - 11/8/2014
Da Redação
O CPqD deu início ao desenvolvimento de um amplificador óptico submarino baseado em tecnologia de fotônica integrada. Com duração prevista em três anos, o projeto tem como parceira a Fondazione CIFE – Centro Internazionale della Fotonica per l’Energia, de Milão (Itália), e conta com recursos do BNDES Fundo Tecnológico (Funtec).
Os resultados do projeto serão transferidos para a Padtec, que será responsável pela produção e comercialização do produto.
“O Brasil está com grandes projetos de implantação de cabos ópticos submarinos e essa tecnologia que estamos desenvolvendo vai permitir atender às necessidades dessas aplicações com um equipamento compacto, multicanal e de menor custo operacional”, disse Júlio César Oliveira, coordenador do projeto e gerente de Tecnologias Ópticas – Fotônica Integrada do CPqD. Segundo ele, o novo amplificador óptico submarino irá operar com largura de banda alta, de 80 nanômetros (nm) – capacidade que permite passar mais de 200 canais de 100 Gbps cada um.
Apesar disso, o equipamento terá tamanho reduzido, graças à integração de vários componentes em um único dispositivo – um circuito integrado fotônico adaptado para aplicações submarinas.
“Em vez de validar cada componente, apenas o circuito integrado fotônico precisará ser validado para aplicações submarinas, o que vai reduzir o seu custo final”, resssaltou Uiara Moura, pesquisadora da área de tecnologias ópticas do CPqD.