10 de outubro de 2013

Clima e preços internacionais fizeram de 2012 ano ‘desfavorável’ para pecuária

Fonte: Estadão / 10/10/2013

 

Produção nacional apresentou queda nos principais rebanhos, com destaque para a região Nordeste

Com más condições climáticas e pressão internacional nos preços de commodities e insumos, o ano de 2012 não foi "favorável" para a pecuária brasileira. A produção nacional apresentou queda nos principais rebanhos em todo o País, segundo a pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2012 (PPM) divulgada pelo IBGE. Em todo o país, houve 13% menos precipitações em 2012 que no ano anterior.

Principal item da pecuária, o rebanho bovino teve queda de 0,7% em relação a 2011, o equivalente a uma redução de 1,536 milhão de cabeças de gado. Entre os demais, caprinos teve queda de 7,9%; ovinos de 5%; galináceos 1,8%, e suínos de 1,3%.

Como consequência, destaca o estudo, "os preços ao consumidor refletiram o impacto desses fatores sobre a pecuária". De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os principais produtos da pecuária brasileira tiveram forte inflação em 2012. Entre eles, a carne de porco (8,8%), frango inteiro (16,93%), frango em pedaços (5,38%), leite e derivados (5,73%), ovos de galinha (18,77%).

Entre todos os rebanhos, a queda é mais acentuada no Nordeste, em função da prolongada seca no ano passado. A região lidera a participação nacional na produção destes rebanhos e seus produtos derivados. Em 2012, a retração no rebanho de caprinos foi de 8,2%; ovinos teve queda de 7,8%, e os suínos, de 3,6%.  Também entre os equinos, o Nordeste lidera a queda com 4,7% de redução no rebanho.

Entre os caprinos, a  Paraíba (-18,5%) liderou a queda. Por outro lado, Bahia (-11,5%) e Pernambuco (-7%), que juntos representam 50% da produção nacional, representaram maior impacto sobre a produção.

O rebanho de ovinos, composto por 16,8 milhões de cabeças em 2012, perdeu cerca de 800 mil unidades. O rebanho pesa na pecuária tanto pela produção de carne quanto de lã, que responde por 23,8% do rebanho. Neste último item, a produção teve alta de 1,6% e valorização de 9,3%.

Entre os suínos, a produção ficou em cerca de 38,8 milhões de cabeças, colocando o País como o quinto maior produtor mundial. No total, foram 35,9 milhões de cabeças abatidas, gerando uma produção de 3,4 bilhões de toneladas de carne. A queda, em 2012, sedimenta uma tendência de desaceleração na produção, segundo a pesquisa. A região Sul, que concentra 49,5% da produção nacional, teve alta de apenas 0,6%.

Produtos. Apesar da queda nos rebanhos, houve aumento nos produtos de origem animal. Entre os bovinos, a alta no abate foi de 8%, seguida pelos suínos 3%. Produtos da cadeia de couro (3,1%), leite (2,5%) e ovos (4,9%), também registraram aumentos. A principal queda foi na produção de mel, com 19,3% "devido à falta de floração consequente da seca, que levou à extinção desta atividade em muitas áreas".

 

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