26 de março de 2015

Chineses querem fábricas com empresas brasileiras

Fonte: DCI - 26/3/2015 - 0h00

Plano de Voo

Liliana Lavoratti

Editora de fechamento

# Na visita ao Brasil em maio, o premiê chinês Li Kequiang reservará parte da agenda para conversar com grandes da mineração e alimentos

Na visita que fará ao Brasil de 18 a 21 de maio, o premiê chinês Li Keqiang vai enfatizar o interesse da China em realizar investimentos conjuntos com empresas brasileiras para agregar valor às exportações para aquele país. O tema fará parte da agenda empresarial do chefe de Governo, provavelmente no Rio de Janeiro, de 20 a 21.

A Vale e a CSN estão na lista de empresas com as quais os chineses devem se reunir, de acordo com uma fonte da diplomacia chinesa que preferiu não ser identificada. A parceria com a Vale seria para fabricar aqui dormentes de ferro para exportação, com o minério da Vale e a tecnologia industrial chinesa.

Agregar valor em ferro...

O premiê da China também se reunirá com grandes players da agroindústria para discutir parceria em indústrias de processamento de alimentos, o que, na avaliação das autoridades chinesas, reduziria o custo de transportes tanto interno quanto para os produtos, que chegariam à China não mais em forma de matéria-prima. A iniciativa de empreendimentos industriais conjuntos é um passo adiante na relação comercial entre o Brasil e a China, e também em relação aos 56 convênios assinados ano passado entre Dilma e o presidente Xi Jinping.

...e nos alimentos

Antes da agenda empresarial, Li Keqiang se encontrará em Brasília com a presidente Dilma, numa pauta política que inclui acertos em torno da equipe que vai dirigir o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o Banco do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), criado em julho de 2014 em Fortaleza (CE) e com sede em Xangai. A presidente Dilma cogitou em indicar o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para comandar o conselho de administração interino do banco, que vai financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento em países pobres e emergentes.

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