Fonte: A Tribuna - 12/8/2014, página A-4, Cidades
# O Município doará espaços do Centro de Atividades Integradas, que não será fechado
SANDRO THADEU
DA REDAÇÃO
A Câmara de Santos autorizou a Prefeitura a doar as áreas do estacionamento e da quadra esportiva de areia do Centro de Atividades Integradas de Santos (Cais – antigo Colégio Santista), no bairro Vila Nova, à Fundação Parque Tecnológico de Santos (FPTS).
O projeto de lei foi aprovado ontem à noite, em segunda discussão, durante a sessão ordinária do Legislativo em pouco mais de dois minutos, ao contrário do que ocorreu na última quinta-feira, quando o tema gerou cerca de uma hora de discussão.
O texto seguirá para a sanção do autor e chefe do Executivo, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). A iniciativa teve os votos contrários dos petistas Adilson Júnior e Evaldo Stanislau.
Durante a discussão sobre o projeto, o líder do Governo, José Lascane (PSDB), fez questão de protocolar, por escrito, as respostas de algumas questões levantadas por Stanislau na semana anterior.
Ele esclareceu que o Cais Santista não deixará de atender crianças da rede municipal. Além disso, ressaltou que elas não serão prejudicadas com a perda do espaço.
“Não haverá prejuízo nenhum. Pelo contrário, serão construídas três novas quadras no local que hoje tem apenas uma de areia”, disse.
Lascane destacou ainda que a areia do local tem problemas de contaminação, devido aos dejetos de pombos e gatos. Outra desvantagem é que a atual área limita à prática de uma única modalidade (futebol). “A comunidade não vai ser prejudicada. As novas quadras possibilitarão o desenvolvimento de outras práticas esportivas, que contemplarão a terceira idade”, explicou.
CENTRO TECNOLÓGICO
O terreno cedido à FPTS permitirá a construção do Centro Tecnológico da Baixada Santista, que deverá focar as atividades em alguns setores, como Logística, Mobilidade Urbana, Economia Criativa, Saúde, Pesca, Porto e Retroporto.
O novo edifício terá 7,5 mil metros quadrados e quatro andares de salas de empresas, bem como dois mezaninos para estacionamento e auditório.
O custo estimado da obra é de R$ 14 milhões. A maior parte dos recursos (em torno de R$ 10 milhões) virá do Estado.
A unidade permitirá a instalação de novas empresas de alto valor agregado, o que permitirá a abertura de novas oportunidades profissionais, principalmente aos jovens.