# Companhias como Emirates e TAP têm aumentado em 30% volume de produtos exportados
Brasil Econômico - Ana Paula Machado
Mesmo com a desaceleração da economia no Brasil, o país ainda é um dos mercados mais atrativos para as empresas de carga aérea. A portuguesa TAP, por exemplo, tem aumentado em 30% o volume de produtos exportados na rota Brasil/Europa. Já a companhia Emirates SkyCargo, aumentou em 16% a movimentação na primeira metade do ano fiscal 2012/2013.
“Viracopos, em Campinas, será o nosso hub (aeroporto distribuidor) para a América do Sul. Lá temos mais eficiência na movimentação de carga. Além disso, a região tem um potencial enorme de crescimento, puxado justamente pelo mercado brasileiro”, disse o vice-presidente mundial para Cargas da Emirates, Ram Menen.
E foi justamente o segmento de carga que trouxe a companhia árabe para o Brasil. Ela começou a operar aqui cargueiros em 2006. A Emirates SkyCargo opera no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com o Boeing 777F, que tem capacidade para 105 toneladas de carga com três frequências semanais, às segundas, quintas e sábados, para satisfazer às necessidades dos clientes no transporte de e para Europa e Oriente Médio.
Com esse “pioneirismo”, a companhia já detém 10% de participação no transporte de carga no mercado brasileiro, entre as empresas estrangeiras. No ano fiscal 2011-2012, ela transportou cerca de 28 mil toneladas nas rotas para a América do Sul.
Da América do Sul, as exportações incluem peças automotivas, equipamentos de perfuração, produtos perecíveis e farmacêuticos. Os produtos mais importados são equipamentos médicos, peças de aeronaves, eletrônicos, farmacêuticos e móveis. “Por enquanto, não vamos aumentar as frequências na rota brasileira”, disse Menem. “Não há demanda ainda pra isso, mas no futuro é uma medida a ser avaliada, justamente pelo potencial que há na região“, completou.
Outra que tem no Brasil um dos seus principais mercados é a portuguesa TAP. Diferentemente da Emirates, a companhia portuguesa opera carga em conjunto com passageiro no país. Ou seja, não há frequências com cargueiro integral para o mercado brasileiro.
Segundo o diretor de cargas e correio da TAP para o Brasil, Pedro Mendes, somente no primeiro bimestre deste ano, o volume de exportação cresceu cerca de 30% na rota Brasil/Europa. Foram 900 toneladas por mês. Hoje, a empresa opera 70 frequências semanais no país e é a companhia europeia que atende o maior número de cidades.
“Março foi melhor que fevereiro. Chegamos a 1,2 mil toneladas. Com isso, retomamos a terceira posição no ranking”. O mercado que mais demanda espaços nos porões dos aviões da TAP é o nordestino.
O executivo ressaltou que os exportadores da região Nordeste são responsáveis por 60% do volume movimentado pela companhia na rota brasileira. “Mandamos muita fruta para a Europa, é o nosso principal produto. E hoje, os grandes produtores estão presentes nas cidades nordestinas”, disse Mendes. “São Paulo hoje não é forte em exportação dentro da nossa companhia. Há muita concorrência por aqui”.
Fonte: iG - 5/4/2013