17 de agosto de 2015

Brasil realizará nova licitação no pré-sal até 2017, diz secretário

Fonte: DCI - http://www.dci.com.br/ - 17/8/2015 - 14h08

RIO DE JANEIRO - O governo brasileiro já tem áreas mapeadas para realizar uma nova rodada de licitação de blocos no pré-sal até 2017, dentro do regime de partilha, disse nesta segunda-feira o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida.

"Já temos vários prospectos mapeados que podem ser colocados, ou não, na medida da necessidade. Vamos ter que ver a capacidade da indústria de atender as demandas da capacidade de produção, quanto a gente quer produzir, quanto a gente quer exportar", disse o secretário a jornalistas, durante um evento do setor de energia no Rio de Janeiro.

A única licitação de área do pré-sal feita até o momento envolveu da jazida gigante de Libra, na Bacia de Santos, em 2013.

Um consórcio liderado pela Petrobras, junto com empresas estrangeiras, levou a área, uma vez que não houve outros lances.

Segundo Almeida, os próximos leilões não deverão ter uma única área sendo ofertada. A ideia seria leiloar mais de um bloco, mas com menor potencial que Libra, cujos volumes recuperáveis estimados variam entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris, sendo uma das maiores reservas do Brasil.

"Provavelmente não vou colocar uma área só, porque coloquei uma coisa que era Libra, algo gigante."

Ele disse ainda que o governo já identificou áreas no pré-sal que teriam semelhanças geológicas com Libra, embora ainda não seja possível dimensionar os volumes das reservas, até porque poços não foram perfurados.

"Eu tenho, talvez, mais uma ou duas 'Libras' já mapeadas", disse, acrescentando que as áreas identificadas também estão na Bacia de Santos, mas sem dar outros detalhes.

Ele negou, durante apresentação no evento, que os problemas da Petrobras estejam por trás de uma decisão do governo de não realizar um novo leilão do pré-sal em um prazo mais curto.

A plataforma do Teste de Longa Duração (TLD) de Libra deverá entrar em operação apenas no primeiro trimestre de 2017, segundo declarações recentes de um executivo da joint venture que vai operar a embarcação.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Reuters


 

# Governo não pretende rever política de conteúdo local a setor petrolífero

Fonte: DCI - http://www.dci.com.br/ - 17/8/2015 - 13h12 - Atualizado em 17/8/2015 - 14h00

# Avaliação do governo é a de que o País mantém atratividade em suas rodadas de licitação de áreas de exploração e produção de petróleo

RIO - Apesar dos questionamentos da indústria petrolífera, o governo não pretende rever no curto prazo as premissas da política de conteúdo local. Para o secretário executivo do MME para o setor, Marco Antonio Almeida, a política não é um problema, mas pode ser aperfeiçoada. O secretário também sinalizou que pode rever ainda este ano o regime especial Repetro, de subsídios ao setor.

A avaliação do governo é a de que o País mantém atratividade em suas rodadas de licitação de áreas de exploração e produção de petróleo. "Não conheço nenhum pais do mundo que tenha perspectiva de investimentos tão elevados e por tanto tempo como o Brasil tem hoje. Podemos ter problemas regulatórios, podemos. Mas estamos abertos à discussão", ponderou o secretário.

Para Almeida, o País vai conseguir "boa rodada" em outubro, mesmo com cenário adverso. "Empresas de petróleo não operam considerando curto prazo. Se hoje o cenário é diferente, certamente não é referência para as empresas de petróleo. A questão é se elas têm visão de cenário de longo prazo, é a grande incógnita", reforçou.

Segundo ele, a política de conteúdo local tem problemas, é "rígida e rigorosa", mas "equilibrada". "Talvez mais importante do que o petróleo seja desenvolver a indústria brasileira, ter indústria competitiva nesse mercado e, se pudermos, usar o conteúdo local para desenvolver essa produtividade", pontuou.

Segundo Marco Antonio Almeida, entre os problemas do setor mais críticos que a política de conteúdo local estão a crise de fornecedores e estaleiros, em função da restrição de acesso ao crédito. "A política de conteúdo local foi construída para proteger o fornecedor brasileiro e que ele seja competitivo. A partir do momento em que for competitivo, ela acaba. E o fornecedor que não for competitivo, sai do mercado", afirmou.

Estadão Conteúdo

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