07 de janeiro de 2015

Ataque terrorista a jornal em Paris

Ataque terrorista a jornal em Paris

Fonte:   Folha de S. Paulo - 7/01/2015 - 11h08 - atualizado em 11h24

Um atentado na sede do jornal satírico francês "Charlie Hebdo" deixou 12 mortos nesta quarta-feira (7), em Paris. Segundo fontes de segurança da França, dois dos mortos eram policiais.

Os terroristas invadiram a redação do jornal e atiraram contra os jornalistas. Havia pelo menos dois atiradores, que conseguiram escapar em dois veículos.

O jornal já sofreu ataques por publicar caricaturas de líderes muçulmanos e do profeta Maomé. Em 2011, a redação foi alvo de um incêndio criminoso após ter publicado uma série de caricaturas sobre Maomé.

"A França está em choque, porque se trata de um ataque terrorista, não há dúvida. Temos que mostrar agora que somos um país unido", disse o presidente francês, François Hollande, que elevou o alerta e convocou uma reunião de crise no palácio presidencial.

De acordo com a polícia francesa, três homens entraram na sede da publicação, fizeram disparos e depois fugiram em um carro dirigido por um quarto elemento do grupo. Eles foram até a região da estação de Porte de Pantin, no nordeste da cidade, onde abandonaram o veículo e sequestraram um outro, expulsando o motorista na rua.

O primeiro-ministro britânico David Cameron chamou o ataque de "revoltante" e expressou solidariedade à França na luta contra o terrorismo. "As mortes que aconteceram em Paris são revoltantes. Estamos ao lado do povo francês no combate contra o terrorismo e pela defesa da liberdade de imprensa", escreveu o mandatário na sua conta do Twitter. O ex-primeiro-ministro francês François Fillon classificou o ataque de "horror".

O governo da França anunciou ter elevado o nível de segurança no país para o mais alto. A França já está em estado elevado de segurança após militantes islâmicos terem incitado ataques contra cidadãos e alvos franceses em resposta aos ataques militares da França contra redutos de islamitas na África e no Oriente Médio.

Um advogado do jornal "Charlie Hebdo" informou à rádio France Info que quatro cartunistas do jornal foram mortos no atentado.

Uma das capas do "Charlie Hebdo", satirizando a vida de Maomé

Compartilhe

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.