Fonte: A Tribuna / 19/9/2013
Euforia com Bacia de Santos tinha perdido fôlego com atrasos na exploração
Depois de atrasos na exploração do pré-sal, dificuldades dos fornecedores para cumprir prazos dos contratos com a Petrobras e problemas financeiros da própria estatal,o setor de petróleo e gás volta a apostar que a produção da Bacia de Santos vai deslanchar. A boa notícia é que as empresas do Rio de Janeiro, estado que hoje domina essa indústria, prometem fazer parcerias com os paulistas.
O otimismo está centrado na retomada dos leilões de blocos de exploração pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) neste ano, com três rodadas de licitações – Norte Nordeste (já realizada), campo de Libra (em 21 de outubro) e Gás Natural (240 blocos terrestres em novembro).
As rodadas são importantes porque atraem recursos bilionários das petroleiras. Por exemplo, quem levar Libra pagará R$ 15 bilhões de bônus à ANP para usufruir de uma reserva de até 10 bilhões de barris certificados(o País tem hoje reserva total de 14 bilhões).
Além disso, a indústria de equipamentos, com forte presença em São Paulo, volta a investir em fábricas e pesquisas de inovação para atender as encomendas das petroleiras.
Entretanto, as feiras de petróleo e gás são um importante termômetro do setor. Elas são uma oportunidade para fornecedores e compradores se conhecerem e empregadores arregimentar em mão de obra capacitada – a falta de qualificação do brasileiro é um grande gargalo para essas empresas.
“Há uma perspectiva clara de aumento de demanda generalizada por bens e serviços nos próximos anos”, afirma o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Alfredo Renault, durante lançamento da Santos Offshore. A feira será realizada no Mendes Convention Center de 8 a 11 de abril.
A Onip e o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) são entidades que se consolidaram no Rio de Janeiro a partir da exploração da Bacia de Campos. Porém, acreditam que a produção da Bacia de Santos finalmente vai deslanchar. “A região caminha para se tornar a maior produtora brasileira nas próximas décadas”, afirma Evandro Pires, do IBP.
SANTOS OFFSHORE
OIBP, que é presidido por Graça Foster, da Petrobras, e tem, entre seus conselheiros e diretores, representantes da BG, Statoil, Shell, Chevron e Ultragaz, pela primeira vez participará da organização da Santos Offshore. A feira pertence à Reed Exhibition Alcântara Machado, mas é o IBP, dono do maior evento do setor no País, a Rio Oil & Gas, que cuidará das conferências técnicas. Já a Onip administrará uma das rodadas de negócios, aproximando pequenos e grandes fornecedores da cadeia de petróleo.
Responsável pelas feiras de Energia da Reed, Igor Tavares está otimista com a Santos Offshore.Ele espera 200 expositores e 18 mil visitantes, um aumento, respectivamente, de 74% e 50% sobre a edição de 2012.“A produção em maior escala do pré-sal começa mesmo em 2014”, prevê ele, acreditando que isso vai turbinar a atração de expositores para a feira.
Petróleo & Gás
❚❚❚ A rodada de negócios da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) na Santos Offshore em abril será a primeira oportunidades para pequenos e médios empresários da região conhecerem os grandes fornecedores da Petrobras que já estão no Rio de Janeiro.
O superintendente da Onip, Alfredo Renault, promete trazer petroleiras, estaleirose prestadores deserviços, como empresas de perfuração de poços. Segundo ele, as reuniões serão uma oportunidade para os empresários entenderem como o setor de petróleo funciona.
“O setor de petróleo e gás é exigente em qualificação, em gestão e em tecnologia”, diz Renault. “É preciso haver uma parceria com o Sebrae para atrair o pequeno e médio empresário da região litorânea de São Paulo”. O Sebrae e o Fiesp/ Ciesp realizarão rodadas simultâneas.
O gerente-geral da Unidade de Operações da Bacia de Santos da Petrobras, Oswaldo Kawakami, lembra que a estatal vai implantar mais 22 plataformas só na Bacia de Santos. “Cada plataforma usa 35 mil itens para poder operar”, indicando que as oportunidades serão crescentes”.