30 de agosto de 2013

Após bloquear vias, manifestantes chegam à Praça Mauá e encerram protestos

Fonte: A Tribuna On-line - 30/8/2013 - Atualizado às 12h22

Os grupos de manifestantes enceram, no início da tarde desta sexta-feira, os protestos realizados nas principais vias de acesso à Baixada Santista desde o final da madrugada. As centrais sindicais reuniram-se na Praça Mauá, no Centro de Santos, e voltaram a reafirmar o posicionamento contrário ao Projeto de Lei 4.330, que incentiva a terceirização de várias categorias profissionais.

Por volta das 5 horas, grupos bloquearam a divisa entre Santos e São Vicente, na praia, e a saída dos motoristas das duas cidades pela Via Anchieta. O tráfego ficou representado até por volta das 10 horas, quando os grupos rumaram, em passeata até em frente à Prefeitura, onde encerraram os atos. O comércio permaneceu de portas fechadas durante toda a manhã.

Na praia, a Polícia Militar, com o apoio de agentes de trânsito, conseguiu evitar que a situação fosse semelhante a do último dia 11, quando filas quilométricas se formaram. Rotas alternativas e desvios foram montados antes que as pistas centrais fossem fechadas. Mesmo assim, muitas pessoas, principalmente as que utilizam o transporte público, ficaram presas.

A ciclovia, que agora localiza-se entre a praia e os prédios, mais uma vez, foi a única opção para pedestres e motociclistas, além dos próprios ciclistas que tiveram que dividir o espaço. Salvaguardados por soldados da PM, as motos eram levadas de uma cidade a outra, empurradas pelos próprio condutores. Os pontos de ônibus e de lotação ficaram lotados.

Nos morros, principalmente aqueles que ligam Santos a São Vicente também ficaram congestionados. No Marapé, por volta das 9 horas, as filas percorriam todo o Canal 1, tomando outras vias dos bairros. No alto, o movimento era intenso por causa dos motoristas que tentavam utilizar a rota para não perderem compromissos e o horário do trabalho.

Na entrada de Santos, pela Via Anchieta, o tráfego só foi se normalizar por volta das 10 horas. Até então, motoristas tinha dificuldades para chegar à Cidade, já que manifestantes bloqueavam a Avenida Martins Fontes, na altura do Saboó. Agentes de trânsito faziam com que os veículos retornassem pela mesma via para tentar utilizar os morros ou a Alemoa, que teve tráfego tranquilo .

Transtorno

Um sepultamento que sairia da Santa Casa de Santos e iria ocorrer no cemitério da Areia Branca, às 9 horas, foi transferido para a tarde desta sexta-feira.

Segundo uma funcionária do necrotério, a mudança ocorreu porque a Companhia de Engenharia e Tráfego  (CET) de Santos orientou que nenhum carro de funerária conseguiria passar pelo bloqueio.

Mobilização

No Centro de Santos, os lojistas preferiram não abrir as portas. Alguns não tinham funcionários, já que muitos ficaram presos nas próprias casas sem ter como ir ao trabalho. Já outros, por segurança, com medo de que os manifestantes pudessem repetir as cenas de vandalismo registradas nos últimos meses tanto na Baixada Santista, como também em São Paulo .

Os atos concentraram-se, a partir das 11 horas, na Praça Mauá, bem em frente à Prefeitura de Santos. Lá, os grupos reafirmaram a oposição ao Projeto de Lei 4.330, que terceiriza várias categorias, principalmente os bancários. Além disso, eles querem melhores condições de trabalho e menor carga horária semanal.

Segundo as entidades, o projeto de lei ''precariza as condições de trabalho, diminuindo salários e aumentando as demissões''. ''Atualmente, terceirizados, como vigilantes de banco, fazem o mesmo serviço de quando eram funcionários registrados nas instituições financeiras, porém, recebem apenas 1/3 do salário e perderam direitos'', afirmam, por meio de, comunicado.

Os sindicatos querem, ainda, o fim do Fator Previdenciário; jornada de 40 horas semanais, sem redução de salário; reajuste para os aposentados; mais investimentos em Saúde Pública, Educação e Segurança Pública; transporte público de qualidade eo fim dos leilões do petróleo.

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