21 de setembro de 2026

ACS firma parceria para digitalização de parte de seu acervo histórico

A Associação Comercial de Santos (ACS) iniciou um projeto para digitalizar parte significativa de seu acervo com registros iniciados em 1874 e uma estimativa de aproximadamente 7.500 páginas de atas e 35 volumes de boletins históricos. A documentação preservada pela ACS constitui uma fonte relevante para a compreensão do desenvolvimento econômico de Santos e das transformações ocorridas no Porto.

A digitalização é resultado de parceria com a Mameluco Edições e Produções, do historiador e escritor Jorge Caldeira, com financiamento da São José Agrícola Operacional e da família Guinle Paula Machado.

Como parte da parceria, todo o material digitalizado será cedido gratuitamente à Associação Comercial de Santos, permitindo não apenas maior segurança na preservação dos documentos originais, mas também a criação de novas possibilidades de consulta ao acervo.

Para Sérgio Willians, coordenador do setor ACS Memória, a iniciativa está diretamente ligada ao compromisso da instituição de preservar sua história e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso às fontes documentais mantidas pela Associação.

“Com a digitalização, os documentos passam a ficar disponíveis de forma muito mais simples e democrática, podendo ser utilizados por pesquisadores de qualquer parte do mundo. Nossa ideia é disponibilizar esse material em nossas plataformas digitais”, afirma.

Memória – Fundada em 22 de dezembro de 1870, a Associação Comercial de Santos esteve diretamente ligada às discussões sobre o desenvolvimento das atividades portuárias.

As atas de suas reuniões registram debates, decisões e posicionamentos dos dirigentes da entidade, como comerciantes e empresários, sobre grandes questões econômicas e urbanas que marcaram diferentes períodos da história santista.

A parceria para a digitalização dos documentos surgiu também a partir de um projeto desenvolvido pela Mameluco Edições e Produções para pesquisar a história da concessão federal do Porto de Santos, concedida ao grupo Guinle & Gaffrée no final do século XIX e que resultaria na organização da Companhia Docas de Santos.

O responsável por aproximar as partes para a parceria foi o associado da ACS, Duda Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes de Corretores de Café Ltda. “Fui procurado por estar desde o início no Museu do Café e por ser conselheiro do Museu da Imigração, além do trabalho pela preservação do Centro Histórico de Santos. A digitalização facilitará o acesso a historiadores e interessados pela história da ACS e do Porto de Santos”, destacou Duda.

O projeto da Mameluco será desenvolvido entre 2026 e 2028. Posteriormente, esse material subsidiará a produção de um livro sobre a concessão federal do Porto de Santos, que terá autoria de Alexandre Ricardi.

 

 

Todo o material digitalizado será cedido à ACS, permitindo maior segurança na preservação dos originais e a criação de novas possibilidades de consulta.

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