# Empresário lançará megaempreendimento imobiliário nos próximos dias
Pedro Venceslau - Brasil Econômico
O empresário Walter Torre Jr , presidente da WTorre , uma das maiores construtoras do Brasil, vai construir no Rio de Janeiro um complexo de lojas e escritórios de 350 mil metros. A ideia, segundo ele, é que o empreendimento seja uma versão brasileira da ilha de Manhattan, em Nova York. “Será nos moldes do complexo JK [em São Paulo]. O lugar já foi escolhido, mas vou esperar uns 20 dias para anunciar”, disse ao Brasil Econômico.
Seu plano foi confidenciado pela primeira vez na terça-feira (7), durante um evento com jovens empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) em São Paulo. Durante a conversa, o empresário André Martins, presidente do Lide Jovem, comentou que um dos primeiros eventos do grupo foi com Eike Batista. Walter, então, disse que estava indo para lá e que iria “ultrapassá-lo”.
Durante o evento, ele também falou sobre outra obra tocada por sua empresa: a Arena Palmeiras. Na conversa com os empresários, Torre reclamou da burocracia que enfrenta em São Paulo para dar continuidade aos seus projetos. “Demoraram cinco anos para liberar a descontaminação de um imóvel”, destacou. O empresário aproveitou a ocasião para apresentar um vídeo de como deve ficar a Nova Arena do Palmeiras, composta por museu, restaurantes, entre outros locais. “Minha expectativa é construir uma das três maiores e mais belas arenas do mundo”, afirma o empresário, que é fanático pelo Palmeiras. “A ideia é colocar o Brasil no mesmo nível internacional”.
Apaixonado por dinheiro e projetos inusitados, o empresário pretende construir um novo porto na Baixada Santista, que, segundo ele, será o maior projeto da companhia no País. “Será um porto maior que o existente em Santos, para atender embarcações de grande porte e corrigir essa deficiência em logística do Brasil”, explica.
Para Walter Torre Jr., o Brasil confundiu Copa do Mundo com turismo. O empresário lembra que o futebol não é a solução dos problemas enfrentados pelo País, e que as mudanças, principalmente na infraestrutura, devem ser pensadas como um todo, e não apenas para um evento esportivo.
Fonte: iG - 9/5/2013