June 26, 2015

Starbucks aumenta empréstimos a produtores de café

Fonte: CaféPoint - http://www.cafepoint.com.br/ - 26/6/2015 - 10h55

A rede americana de cafeterias, Starbucks, está aumentando para mais do dobro o tamanho de um programa de empréstimos para agricultores. O processo foi iniciado há sete anos para ajudar a manter sua oferta de café obtido de maneira ética.

A empresa comprometerá US$ 30 milhões a mais para seu programa Fundo Global para Agricultores, que iniciou em 2008 e para o qual já foram outorgados US$ 20 milhões em empréstimos a mais de 40 mil agricultores em oito países. A nova injeção de dinheiro será entregue em 2020, disse a Starbucks em um comunicado.

“Os bancos comerciais locais nunca assumiriam o risco desse tipo de empréstimo”, disse o vice-presidente executivo de Café Global para a Starbucks, Craig Russell. “Queríamos garantir que os agricultores tenham árvores excelentes”.

Os empréstimos têm sido, até o momento, principalmente a curto prazo e a intenção tem sido de ajudar os agricultores a salvar as diferenças entre os cultivos, proporcionando capital para diferentes necessidades, como pás e fertilizantes. A Starbucks agora quer financiar empréstimos de até sete anos para que os agricultores possam investir em infraestrutura e enfrentar os desafios gerados pela mudança climática, disse Russell.

Embora grande parte dos agricultores que recebem os empréstimos sejam fornecedores da Starbucks, esse não é um requisito para participar do programa. Os primeiros US$ 20 milhões investidos pela cadeia de cafeterias foram distribuídos pela Root Capital e Fairtrade Access Fund.

Os agricultores só pagam cerca de 10% de juros sobre os empréstimos, enquanto a Root Capital devolve uma média de 1% a 3% a investidores como Starbucks, segundo o vice-presidente sênior da Root, Liam Brody.

A Root, fundada há 15 anos, distribuiu cerca de US$ 1 bilhão em empréstimos a agricultores de diversas indústrias, com um foco no café, nas castanhas de caju e no cacau, disse Brody. Sem esse tipo de empréstimos, os produtores de café não teriam acesso ao capital para investir em seus negócios.

“Muitos deles estariam pagando aos usurários 50 ou 75%. Estamos oferecendo algo que é competitivo com a taxa de mercado”.

A reportagem é do http://www.elfinanciero.com.mx / Tradução por Juliana Santin

 

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