Fonte: A Tribuna - 8/01/2015 - capa
# Setor ajudou a Baixada Santista a sair da crise de 2008. Depois, garantiu expansão econômica.
Estudo inédito da Fundação Seade mostra que a expansão do setor de petróleo e gás turbinou a economia da Baixada Santista a partir de 2009. Primeiro, ajudou a região a escapar rapidamente da crise de 2008 e, depois, garantiu vários índices decrescimento, alguns em ritmo chinês. Em 2010 e 2011, a Baixada Santista se expandiu a 11% e 12,6%, respectivamente. Já o Estado registrou, na mesma ordem, 7,2% e 1,6%. (página C-5)
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Petróleo já faz Baixada registrar forte crescimento
# Para Seade, setor dá impulso à economia
Fonte: A Tribuna - 8/01/2015 - página C-5, Economia
MARCELO SANTOS
DA REDAÇÃO
O setor de petróleo e gás se expandiu e se tornou importante para a Baixada Santista a ponto de turbinar o crescimento econômico da região a partir de 2009. Primeiro, ajudou a Baixada a escapar rapidamente da crise de 2008 e, depois, garantiu vários anos seguidos de forte expansão.
Estudo inédito da Fundação Seade aponta que em 2013 a economia da Baixada cresceu 5% enquanto a do Estado de São Paulo avançou apenas 2%. Essa expansão, porém, foi das mais modestas em relação aos anos anteriores. Em 2010 e 2011, a região se expandiu em ritmo chinês, a 11% e 12,6%, respectivamente. Já o Estado registrou respectivamente 7,2% e 1,6%.
O que explicaria esse crescimento regional mais aquecido do que o paulista? Para a Seade, a explicação está na grande novidade econômica brasileira do final da década passada – a exploração de petróleo e gás na Bacia de Santos.
“O petróleo veio diversificar uma economia já diversificada”, afirma o economista da gerência de Indicadores Econômicos do Seade, Cimar Aparício. “O petróleo e gás ajudou a recuperar a economia regional, foi muito importante para isso”, afirma ele.
Aparício é técnico do Seade que trabalhou em parceria com a divisão de Petróleo e Gás da Secretaria Estadual de Energia, que queria identificar até que ponto esse segmento já influencia a economia do Estado e da Baixada.
A Seade decidiu criar o Indicador de Atividade Econômica (Indec) da Baixada Santista e do Estado. Nenhuma outra região tem um Indec para chamar de seu, como a Baixada. Com ele, já é possível mostrar o crescimento da região ano a ano. A intenção agora é ter dados trimestrais. O próximo, diz Aparício, sairá em março.
# INDÚSTRIA EXTRATIVA
O estudo da Seade também verificou o tamanho do setor de petróleo e gás na economia regional e paulista. A preocupação foi identificar o dado novo, que é o de extração (as descobertas e primeiras retiradas do pré-sal começaram em 2006).
Segundo a Fundação Seade, a indústria extrativista (que inclui a produção de petróleo e gás) era responsável por 0,20% da indústria total da Baixada em 2005. Essa participação saltou para 6,5% em 2011 – em termos percentuais, ficou 32 vezes maior.
Considerando-se a economia paulista, a indústria extrativista, que em 2005 era responsável por 3% da indústria total, em 2011 avançou para 20% de participação.
Cimar Aparício lembra que o setor portuário continua sendo a principal atividade econômica da região e que também puxou o crescimento acentuado da região. Ele cita ainda outro segmento gerador de expansão, o imobiliário. Em três anos, contados até junho último, o mercado imobiliário entregou 18.610 apartamentos e casas em Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá, segundo o Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi).
Porém, o economista destaca que o estudo, que começou em 2002, identificou que o crescimento econômico do Estado e da Baixada foram próximos, mas se descolaram totalmente entre 2008 e 2009. “O petróleo é parte desse descolamento”, diz ele, mencionando a participação de Porto e mercado imobiliário.
O Indec é calculado pelo valor adicionado (valor que é agregado à economia a cada etapa de produção) de 17 atividades econômicas. Segundo Aparício, é praticamente o mesmo que o Produto Interno Bruto (PIB), entretanto, o valor adicionado não considera os impostos.