March 18, 2013

Petrobras irá investir US$ 236,7 bilhões até 2017

Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br
 
A Petrobras diz ainda que a alavancagem financeira não vai ultrapassar 35%, se mantendo no intervalo da meta de 25% a 35%

Do total, 62%, ou US$ 147,5 bilhões, serão para exploração e produção; 27%, ou US$ 64,8 bilhões, para abastecimento; e 4%, ou US$ 9,9 bilhões, para gás e energia.

A Petrobras divulgou nesta sexta-feira (15/3) seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2013-2017, com investimentos no total de US$ 236,7 bilhões, dos quais US$ 207,1 bilhões são referentes à carteira em implantação.

Os fundamentos que foram utilizados para a formação do plano levaram em conta a manutenção das metas de produção de óleo e gás natural, e a não inclusão de novos projetos, exceto para exploração e produção de óleo e gás natural no Brasil.

A meta de produção de óleo e LGN (líquido de gás natural) no Brasil é de 2,5 milhões de barris diários (bpd) em 2016, de 2,75 milhões em 2017, e de 4,2 milhões em 2020.

Como já foi em 2012, para 2013, a meta é de manutenção da produção em linha com o nível de 2011, com um crescimento na casa dos 2%.

Entre 2013 e 2015, 11 novas unidades de produção (UEPs) entrarão em operação, o que representará um acréscimo de 1,45 milhão bpd de capacidade para a Petrobras.

Do total do PNG, 62%, ou US$ 147,5 bilhões, serão para exploração e produção; 27%, ou US$ 64,8 bilhões, para abastecimento; e 4%, ou US$ 9,9 bilhões, para gás e energia.

Além disso, também foram considerados na elaboração do PNG a incorporação dos resultados dos programas estruturantes (PROCOP, PROEF, PRCPoço e INFRALOG), e a ampliação do escopo do Programa de Desinvestimentos (PRODESIN).

A Petrobras, para fins de análise de financiabilidade, considera o preço do barril do petróleo tipo Brent convergindo para US$ 100, e a taxa de câmbio com variação entre R$ 2,00 e R$ 1,85.

Os recursos necessários para os projetos em implantação virão da geração de caixa operacional (US$ 164,7 bilhões), uso de caixa excedente (US$ 10,7 bilhões), desinvestimentos e reestruturações financeiras (US$ 9,9 bilhões), e captações (US$ 61,3 bilhões bruto e R$ 21,4 bilhões liquido).

"Em 2013 haverá a combinação de maior investimento anual com menor geração operacional de caixa no período, situação que será revertida durante o período do PNG, com o fluxo de caixa livre, antes dos dividendos, se tornando positivo a partir de 2015", explica a companhia, em comunicado.

A Petrobras diz ainda que a alavancagem financeira não vai ultrapassar 35%, se mantendo no intervalo da meta de 25% a 35%, e que o indicador dívida líquida/Ebitda retornará, a partir de 2014, ao limite definido pela companhia de até 2,5x.

Até 2017, os indicadores estarão em 27% e 1,65x.

"A companhia mantém seu compromisso com o investment grade e com a não emissão de ações".

Fonte: Brasil Econômico - 16/3/2013

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