Fonte: Folha de S. Paulo - http://www.folha.uol.com.br/ - 20/7/2015 - 2h11
FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO
Optar por um programa de computação na nuvem pode ajudar a cortar custos, mas exige que os empreendedores fiquem atentos com a segurança do sistema e treinem os funcionários para não caírem em armadilhas de hackers que podem colocar dados da empresa em risco.
Quem faz o alerta é o especialista em segurança da informação Wanderson Castilho, que costuma ser consultado a respeito da confiabilidade da nuvem.
Uma das recomendações é procurar referências da empresa que oferece a tecnologia. Segundo Castilho, o sistema não varia muito entre as concorrentes, mas na hora de contratar é importante perguntar sobre as garantias de segurança oferecidas.
Fabiana Salles, diretora-executiva da empresa Gesto, que presta consultoria para organizações gerenciarem seus gastos com planos de saúde, confirma que a segurança dos dados é algo com que ela se preocupa, mas diz que acha "mais inseguro montar uma infraestrutura sozinha".
A Gesto usa grandes quantidades de dados sobre saúde para ajudar as empresas a tomarem decisões e guardam todas essas informações em servidores de terceiros, ela conta. "Esse é o centro do meu negócio e está inteiro na nuvem", diz.
Por isso, ela procurou referências antes de escolher o servidor remoto.
Castilho diz que nenhuma empresa está 100% segura, mas que as chances de uma invasão nos servidores usados por pequenas empresas não é tão alta.
"Um hacker que consegue entrar nos servidores das empresas que ofertam o serviço em nuvem é muito habilidoso e provavelmente não iria procurar dados de pequenos negócios", afirma.
O maior risco está no erro dos próprios funcionários, que podem clicar em mensagens contaminadas e instalar programas espiões.
Outro cuidado está na hora de escolher as senhas de acesso ao sistema, para que não sejam fáceis demais, afirma Vinicius Roveda, diretor da Conta Azul, de programas de gestão na nuvem.
Ele compara a segurança do uso da nuvem para gerir um negócio à do banco pela internet e diz que a tendência é que os empresários percam o medo dos sistemas remotos à medida que os serviços ficam mais populares no Brasil.