Fonte: A Tribuna On-line - 10/4/2015 - 7h21 - Atualizado em 10/4/2015 - 7h25
# Para facilitar o trabalho incansável do Corpo de Bombeiros, mais ajuda está a caminho
Mais ajuda está a caminho para facilitar o trabalho incansável do Corpo de Bombeiros, que hoje entra no nono dia. A primeira leva dos mais de 500 mil litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), que vem dos Estados Unidos, chega hoje ao terminal da Ultracargo, na Alemoa: são 180 mil litros. Também desembarcarão especialistas norte-americanos para ajudar no combate às chamas.
O resto do LGE ainda não tem previsão de chegada. Ontem à noite, já eram mais de 170 horas de trabalho. Um tanque com um terço de gasolina ainda dava dor de cabeça aos bombeiros, que tentavam conter as chamas.
Às 16 horas de ontem, 11 mil litros de LGE, vindos da Bahia em um avião da Força Aérea Brasileira, foram descarregados no Aeroporto de Guarulhos e vieram com escolta a Santos.
Segundo o coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira, coordenador estadual da Defesa Civil, a quantidade final “é suficiente contra o incêndio”, por mais que ele ou o Corpo de Bombeiros não tenham previsão de quanto tempo o fogo ainda pode durar.
Cerca de 8 mil litros das substâncias químicas de última geração cedidas pelo Governo Federal, das marcas Cold Fire e F500, permanecem armazenadas.Apenas 360 litros foram usados pelos bombeiros, durante uma tentativa de combate direto ao fogo na quarta-feira. A chama voltou a reacender, e os brigadistas preferiram recuar da estratégia.
Estratégias
Hoje, conforme explica o coronel Marco Aurélio Alves Pinto, comandante dos Bombeiros no Estado de São Paulo, as equipes continuarão tentando conter os vazamentos, que são o maior problema no combate às chamas.
“Os bombeiros, acompanhados de funcionários da empresa, vão até as válvulas para fechá-las. O fogo, por enquanto, é só no pé do tanque, mas os vapores sobem, e o fogo sai por cima. Assim, podemos avaliar o quanto tudo isso está danificado”.
Ele explica ainda que o trabalho é o mais longo e perigoso já visto no Brasil. “Essa é a maior ocorrência nesse sentido. Sabemos de todas as dificuldades e riscos e queremos estar preparados, com toda a ajuda possível que puder chegar até nós”.
Outra técnica usada é a de resfriamento, com espumas e água do mar, tanto no tanque em chamas quanto nos reservatórios vizinhos. Isso é feito desde o primeiro dia e seguirá até que o incêndio seja completamente debelado.