Fonte: AF News Análises.com.br - 11/9/2013
A importação de cafés para compor os blends pode voltar a ser discutido no âmbito do governo. A informação é do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro (PMDB/MG). Segundo ele, atualmente existe maturidade no setor para discutir a liberação das importações de café em regime de drawback, isto é, para processamento visando a exportação.
Para o presidente do CNC a importação de café deve ser em volume limitado, apenas para compor os blends na industrialização e destaca ser necessário o controle absoluto para evitar a entrada de pragas e doenças.
Silas Brasileiro, no entanto, reconhece que para os cafeicultores brasileiros, por serem os maiores produtores do mundo, é difícil aceitar a liberação da importação, mas observa que a Nestlé está construindo uma fábrica na Itália que poderia ser instalada no Brasil, se houvesse possibilidade de diversificar os blends.
A importação de café, na avaliação de Silas Brasileiro, deve ser apenas para compor os blends e de forma temporária. Ele acredita que, devido à diversidade de condições da produção de café no Brasil, em termos de altitude e de clima, é possível produzir vários tipos de grãos para elaborar os blends visando à exportação do café industrializado.
Mapa apoia importação
O secretário-executivo do Ministério da Agricultura e secretário interino de Produção e Agroenergia, José Gerardo Fontelles, concorda que para agregar valor ao café brasileiro é preciso liberar a importação de grãos para compor os blends, mas salienta que o assunto requer uma discussão com todos os segmentos da cafeicultura.
No entanto, o secretário destaca que a pesquisa brasileira tem condições de desenvolver novas variedades de café que atendam os requisitos das indústrias, para dispensar a necessidade de importação.