Fonte: G1 / Região dos Lagos - 11/6/2013 - 21h43
# Desse valor, R$ 240 milhões devem ser gastos após o evento.
# Dos 720 expositores, 80% são estrangeiros; China lidera com 30 empresas.
Júnior Costa
Do G1 Região dos Lagos
Começou nesta terça-feira (11), e segue até sexta, em Macaé, na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro, a 7ª edição da feira de petróleo e gás Brasil Offshore. A expectativa dos organizadores é que o evento movimente R$ 500 milhões.
“Fizemos um levantamento com os visitantes, e eles estão com uma verba de R$ 210 milhões para gastar durante a feira com aquisição de negócios. No pós feira, nossa expectativa é atingir outros R$ 240 milhões. Por isso, esperamos alcançar um total de R$ 500 milhões em negócios”, apontou Igor Tavares, diretor do evento.
A feira, considerada a terceira maior do ramo no mundo, tem 720 expositores. Dos 37 mil m² de estrutura física, 80% foram ocupados por empresas estrangeiras. Um levantamento da organização da feira mostra que 30 empresas da China, 21 dos Estados Unidos e 20 do Reino Unido montaram estandes no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho para atrair clientes. Alemanha, França, Polônia e Áustria também montaram espaços para apresentar novidades.
A novidade deste ano, segundo Igor Tavares, é a diversificação no conteúdo exposto nos estandes e a oportunidade de trazer técnicos de diversos ramos para ministrar palestras e apresentar negócios. “Nossa principal inovação deste ano é o conteúdo. Nós inovamos muito, apresentamos novidades tecnológicas e focamos em integridade e manutenção, que é um conteúdo importante para o mercado de Macaé, que trabalha com campos exploratórios maduros”, frisou.
A solenidade de abertura contou com a presença de prefeitos, secretários municipais e autoridades do ramo offshore. “Macaé precisa e está caminhando para ser a melhor cidade do petróleo do Brasil. Esse é o nosso objetivo e é a meta que queremos atingir. Precisamos ser a maior para as empresas e também para a nossa população. Tudo que se fala em petróleo nesses quatro dias vai se falar em Macaé. E precisamos vencer essa inércia, vencer essa barreira para ser uma grande cidade”, avaliou Dr. Aluízio, prefeito de Macaé.
Questionado sobre novas negociações para atrair empresas do ramo de petróleo e gás para Macaé, o prefeito o grande desafio é "fazer com que essas empresas se sintam muito bem aqui. Não adianta ser apenas uma cidade bem visitada, é preciso atender bem às empresas que estão aqui. Mais importante do que os royalties está o ISS, e um terço do ISS da cidade vem da indústria do petróleo”.