Fonte: Jornal do Brasil - 15/7/2013 - 12h34
Atualizada em 15/07 às 12h46
# Artigo do 'Quartz' compara Jorge Paulo Lemann com Eike Batista
O editorial da revista Quartz, veículo digital sobre economia global, publicado nesta segunda (15) foi escrito pelo economista Roberto A. Ferdman, que destacou recentes transformações no cenário econômico brasileiro, provocadas por uma mudança de títulos: o de “homem mais rico do Brasil”.
Ferdman traçou um paralelo entre a queda vertiginosa do “Império de Eike Batista”, que o autor refere-se como “o Barão do Petróleo” e a rápida ascensão do banqueiro Jorge Paulo Lemann, que construiu a sua fortuna adquirindo ações de três potências de consumo massivo nos EUA: da cerveja Budweiser, da rede de fast-food Burger e da Heinz, empresa de alimentos e condimentos.
Ferdman descreveu a trajetória de Lemann no mercado nacional e internacional, com um grande acúmulo de capital e investimentos bilionários. Segundo o economista, Lemann deteve no final do ano passado um patrimônio líquido estimado pela Bloomberg Billionaires Index em U$ 18,9 milhões. Atualmente, os investimentos de Lemann chegam a U$ 20,4 milhões, representando um salto de U$ 2,5 bilhões em sete meses. Ferdman calcula que o banqueiro está acumulando cerca de meio milhão de dólares por hora.
A escala de Lemann teve início em 1971, quando ele comprou a corretora carioca Garantia, utilizando um modelo de parceria exclusivo, que o levou ao topo do mercado como principal banco de investimentos na época. Com os sócios bilionários Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, Lemann compartilha hoje, em São Paulo, um escritório da nova-iorquina empresa buyout, a 3G Capital Inc. Com a fusão da AB InBev, em 2008, o banqueiro e seus sócios passaram a orquestrar um capital de U$ 52 milhões. A alta no consumo de cerveja no mercado nacional deu volume às fortunas dos empresários, em mais de 50 por cento este ano.
No final do editorial, Ferdman destaca o comentário de Lemann sobre as suas conquistas no mercado nacional: “o dinheiro é simplesmente uma forma de medir se o negócio está indo bem ou não, mas o dinheiro em si não me fascina”.