November 11, 2013

De onde vêm as boas ideias

Fonte: www.rildosan.com - 10/11/2013

As vezes você passa o dia inteiro tentando resolver um problema e não consegue. Então decide voltar para casa, quando chegar vai tomar um banho, e de repente "eureka", vem a bendita solução para o problema...quantas vezes isto já ocorreu contigo e com outros colegas de trabalho...

A boa ideia, pode surgir a qualquer minuto e em qualquer lugar.

Ter boas ideias é essencial para quem quer inovar, criar algo novo ou melhorar algo que já existe.

Mas, ter boas ideias é apenas uma parte da inovação, temos que ir além delas, o importante é transforma-las em conhecimento, oportunidades e valor.

Formula: Inovação = f(ideia, implementação, valor)

Por este motivo associo geração de ideias a inovação. E quando o tema é inovação tenho preferência por alguns autores, tais como: Henry Chesbrough, Clayton Christensen, Phahalad, Gary Hamel*, Peter Drucker*, Schumpeter, Vijay Govindarajan, Tom Kelley entre outros.

Entretanto, um livro que chamou a atenção, foi "De onde vêm as boas ideias" do Steven Johnson.

Autor: STEVEN JOHNSON

Editora: ZAHAR

ISBN: 8537806846

Resenha do livro:

"Neste livro, Johnson procura responder de onde vêm as boas ideias.  Ele descarta o senso comum de que criadores já nascem geniais e, isolados em seus estúdios ou laboratórios, concebem as grandes descobertas. E dedica a sua pesquisa inicialmente à biologia, chegando à conclusão de que a evolução depende, mais do que de ambientes propícios para a sobrevivência, de meios em que espécies diferentes entrem em contato.

No campo das ideias não é diferente. Traçando a história por trás de quase duzentas descobertas e invenções, o autor procura comprovar que um ambiente conectado, em que intuições circulam livremente, é mais propício para o surgimento de grandes invenções. Johnson nos mostra, criando paralelos, os sete padrões considerados fundamentais dos processos de inovação desenvolvidos pelo homem e pela natureza - as descobertas que surgem a partir de outras descobertas; as redes em que informações se chocam constantemente; as intuições lentamente construídas; as intuições acidentais; o aprendizado a partir dos erros; as invenções de uma área que encontram aplicação em outra; os processos generalizados de sedimentação do saber."

Comentários:

Poderia fazer somente meu comentário a respeito do livro, mas seria apenas uma visão, desta forma compilei outros comentários que julguei interessante para dar uma visão mais ampliada do livro.

O livro é interessante, ele conta a Livro a História Natural da Inovação mas acho que ele segue a linha centrada na Teoria da Evolução do Darwin. Curiosamente grandes inventores, cientistas e físicos não citados no livro tais como: Vinci, Newton, Einstein ou Galileu.  Mas, Darwin é citado diversas vezes.

Como algumas pessoas já citaram, eu também concordo, ele segue um caminho já percorrido por Malcolm Gladwell (autor de best seller: Blink, Outliers e The Tipping  Point,The Tipping Point, Outliers and What the Dog Saw e "novo" David and Goliath)  que tenta explicar as coisas apoiados em teorias que as vezes não tem fundamentos cientifico,  tal como a intuição, ambos são bons escritores e ponto final.

Certamente, não podemos negar os "Adjacent Possible", "Liquid Networks", "Slow Hunch", "Serendipity", "Error", "Exaptation", and "Platforms" são situações cognitivas de nossa vida cotidiana quando a inovação pode acontecer.

O livro de Steven Johnson explica uma série de possibilidades sobre a inovação que levar nosso raciocínio para além das de inovação  de "grandes números" dos economistas. De acordo com Schumpeter  , o brilhante economista austríaco da década de 1930, a inovação é um campo multidisciplinar de estudo que não pode ser explicado apenas pela ciência econômica. O campo do conhecimento que tem, de longe, muito mais a nos dizer sobre a inovação é o Peter Drucker, Alfred Sloan, Igor Ansoff, Vijay Govindarajan e Michael Porter .

Todavia os economistas apenas tentar explicar (olhando para o passado) os impactos da inovação na economia com indicadores de inovação, tais como produtos "high-tech" negociados em um ano, já gurus da administração buscam evidências para mostrar por que, quando e como as empresas a inova no mercado.

O livro nos mostra um outro lado possível do fenômeno da inovação: a de que a inovação não é apenas um fenômeno sócio-técnico, mas um natural (também no sentido biológico).

Esta nova categoria de raciocínio na inovação traz conseqüências importantes para o estudo da ontologia inovação, mostrando que o fenômeno da inovação é muito mais complexa do que estamos acostumados a pensar.

Recomendo esse é um livro para quem deseja compreender os principais fatores que contribuem à geração de idéias inovadoras. Fundamentado na história das ciências (as vezes sem comprovação cientifica), demonstra o quanto a inovação depende da  colaboração (engajamento das pessoas e trabalho em equipe) e de ecosistemas criativos que privilegiem a livre circulação de idéias (ambientes que favorecem a inovação), encontros inesperados entre disciplinas  aparentemente desconexas (inovação exige multidisciplinaridade), uma atitude positiva diante da tentativa  e erro (erro como parte do processo de inovação).

Trata-se de um livro de reflexão. Embora seja abundante em exemplos, o autor não cai na tentação de fazer um manual sobre inovação e criatividade. Até porque, impulsionar a criatividade depende de uma atitude e de se propiciar a emergência de um contexto favorável. É um processo orgânico e não mecânico.

Para ir além:

Veja o  vídeo  "de onde vem as boas ideias"

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=BtgnozUgc58

Rildo Santos (rildo.santos@etecnologia.com.br)

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