September 30, 2013

Condições para a USP se expandir

Fonte: A Tribuna / 30/9/2013

A ocupação completa, desde a semana passada, do prédio da antiga Escola Estadual Cesário Bastos pela Universidadede São Paulo (USP) simboliza a importância com que a reitoria dessa instituição vê a instalação de seu campus na Baixada Santista. O Cesário Bastos era compartilhado pelos alunos do curso de Engenharia de Petróleo e os funcionários da Diretoria Regional de Ensino, que agora estão na EE Cleóbulo Amazonas Duarte. A transferência parece ser apenas uma medida burocrática, mas servidores da USP já estavam preocupados com a falta de espaço para expandir suas atividades.

Feita a mudança, é hora da USP deslanchar na região. Em agosto, a Prefeitura de Santos cedeu o terreno para a construção de um segundo prédio, cujas obras previstas para começarem no ano que vem custarão R$ 69 milhões. Lá serão instalados cursos como de Botânica, Administração e Geologia, entre vários outros, além de especializações, mestrados e doutorados de padrão USP. O mais interessante é que boa parte tem vocação regional – atenderá demandas dos setores petrolífero e portuário.

Quando se fala da vinda da USP logo se comemora a presença da mais importante instituição de ensino superior do País, mas não se deve esquecer de outros impactos que chegarão agregados à grife da universidade. Muito se fala do esforço de autoridades e empresários da região e da própria Petrobras para criar um ambiente local de inovação tecnológica de petróleo,porém, o curso de Engenharia dessa área, da USP, por si só será um grande polo de conhecimento e captação de investimentos.

No momento, o curso de Engenharia de Petróleo se divide entre Santos e a Capital. Os 60 alunos estudam no Cesário Bastos e no próximo ano serão mais 50. As turmas mais antigas e as pesquisas ainda permanecem em São Paulo, mas todo o curso prepara a mudança para o litoral.No começo do ano, durante a aula inaugural dos calouros do campus de Santos, o diretor da Escola Politécnica da USP, José Roberto Cardoso, veio à unidade e destacou o empenho de um grupo de professores, que nem são da região, em tornar realidade a Engenharia de Petróleo em Santos.

Cardoso também destacou que os professores que aos poucos virão para cá desenvolvem pesquisas de alto nível e com orçamentos milionários em parcerias com a iniciativa privada. Consequentemente, têm potencial para gerar novos negócios no seu entorno. Porém, não se pode esquecer do empenho de uma liderança da região, a ex-deputada Mariângela Duarte, que desde os anos 1990 defendeu a vinda de uma universidade pública para a região. Foram muitos anos de reivindicações, reuniões e promessas que nunca se confirmavam. Mas finalmente os campi da USP e Unifesp se tornaram realidade e a parlamentar merece ser lembrada por sua bandeira.

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