January 06, 2015

Codesp planeja série de obras para melhorar operações do Porto

# Ano será marcado pelo início e até pela conclusão de empreendimentos que vão otimizar a infraestrutura do complexo, destaca Codesp

Fonte: A Tribuna de Santos - 6/01/2015, página C-1, Porto & Mar

FERNANDA BALBINO

DA REDAÇÃO

No ano passado, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) concentrou seus esforços na elaboração dos projetos-executivos de obras. Agora, a expectativa da estatal é executar esses serviços, que vão garantir a melhoria das infra estruturas terrestre e aquaviária do Porto de Santos. Para a empresa, 2015 é considerado o ano das obras no cais santista.

De acordo com a programação da Codesp, haverá, pelo menos, oito grandes frentes de trabalho no complexo neste ano. Algumas estarão presentes nos doze meses de 2015, sendo concluídas no ano que vem. Mas haverá empreendimentos entregues antes de dezembro.

É o caso do alinhamento do Cais de Outeirinhos, na Margem Direita. Segundo o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Moreira da Silva Vicente, a expectativa é entregar, até 31 de julho, os 800 metros restantes do empreendimento. Os primeiros 512 metros do novo cais foram inaugurados em 6 de junho passado.

O projeto para o Cais de Outeirinhos, elaborado em 2011, prevê ampliar e otimizar a capacidade do complexo marítimo para receber navios de cruzeiro. O cais nessa área, nas proximidades do Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, será alinhado com os demais trechos portuários e ampliado. Dos atuais 630 metros, ele passará a ter quase o dobro, 1.320 metros. Com o serviço, será possível a atracação simultânea de seis embarcações no local, o dobro do que pode ocorrer atualmente.

# O programa de obras também inclui os reforços do cais entre os armazéns 12A e 23 e do píer da Alemoa, a construção de dois novos berços também na Alemoa e a recuperação do costado da Ilha Barnabé.

As obras de reforço do trecho de cais entre os armazéns 12A e 23, também na Margem Direita do Porto, também vão atravessar 2015. Após dois anos de disputas judiciais envolvendo a licitação, a obra levará 22 meses para ser concluída.

O projeto de reforço prevê o fortalecimento da estrutura de 1,7 quilômetro de cais da região de Outeirinhos. O serviço é essencial para que, quando as áreas de atracação desse trecho forem dragadas, a estrutura do costado não acabe ruindo e caia no canal.

No cais entre os armazéns 12A e 23, há 3.490 estacas. Deste total, 1.574 (45%) têm algum tipo de avaria em sua estrutura e serão substituídas. O reforço possibilitará que o aprofundamento dos berços não prejudique a segurança do cais. Isto porque aumentar a profundidade dos berços para 15 metros (hoje, têm de 10,5 a 13 metros), nas condições atuais, poderia interferir nessas estruturas.

# REFORÇO DE PÍERES

A obra de recuperação de 300 metros de cais da Ilha Barnabé, na Margem Esquerda do Porto, é outra frente de trabalho que será iniciada neste ano e seguirá até 2016. Construídas em 1927, as estacas, a laje inferior e as vigas de acesso aos dolfins serão recuperadas.

E será construído um outro dolfim de amarração na região. Ele permitirá a atracação de navios de maior comprimento. A expectativa é que as operações aumentem na Ilha do Barnabé, devido à construção, pela operadora Ageo Copape, de um novo píer, em uma área recentemente dragada pela Docas.

A estatal estima que o calado naquele ponto passe de 10,3 para 11,8 metros. Com a entrega dos berços, a próxima fase é o aprofundamento dos pontos de atracação.

Também está nos planos da Codesp a conclusão das obras de reforço do Píer da Alemoa, que estão 54% prontas. A oscilação da maré e a necessidade de garantir a segurança das operações dos navios fazem com que essa obra se desenvolva em um ritmo mais lento, explica Paulino Vicente.

O diretor da Codesp também destaca a conclusão do projeto dos pontos de atracação 5 e 6 do píer do Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa, efetuado pela empresa Planave e doado pela Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL). Já foram feitas simulações de atracação para as duas estruturas projetadas, que vão atender navios de granéis líquidos, segmento com grande demanda de curto prazo no Porto.

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Avenida Perimetral vai ganhar novos trechos em Santos e Guarujá

# Codesp também estuda iniciar as obras da passagem rodoviária subterrânea do Valongo, o Mergulhão

Fonte: A Tribuna de Santos - 6/01/2015, página C-2, Porto & Mar

FERNANDA BALBINO

DA REDAÇÃO

Entre as oito grandes obras planejadas pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para o Porto de Santos neste ano, estão três que vão melhorar os acessos terrestres ao complexo. Trata-se da construção de dois trechos da Avenida Perimetral da Margem Direita (Santos) e de um na Margem Esquerda (Vicente de Carvalho, Guarujá).

Um dos empreendimentos previstos para Santos é a parte da Perimetral a ser implantada entre o Canal 4 (Macuco) e a Ponta da Praia. O projeto consiste na remodelação da Avenida Mário Covas e na implantação de um viaduto nas proximidades da Avenida Almirante Cochrane (Canal 5). A obra terá a duração de 24 meses.

A ideia é criar um novo acesso aos automóveis e caminhões que seguem para os terminais instalados na região da Ponta da Praia. Por isso, está programada a construção do viaduto. Ele terá uma de suas alças de acesso no terreno da antiga empresa de transportes Lloydbratti, na Avenida Mário Covas. A outra extremidade ficará nas proximidades das instalações da Libra Terminais, na região.

Outra obra será a construção da Perimetral no trecho entre a Alemoa e o Saboó. Essa parte da via expressa portuária será dividida em três sub trechos. O primeiro terá 1.540 metros de extensão e passará pela Avenida Augusto Barata (Retão da Alemoa), indo do Viaduto Paulo Benevides (o Viaduto da Alemoa) até as proximidades do Rio Saboó (que passa ao lado das instalações da Brasil Terminal Portuário, a BTP).

O segundo sub trecho envolverá a construção de dois viadutos sobre o Rio Saboó. Eles vão ordenar o fluxo de veículos em direção aos terminais e permitir que as obras sejam executadas por partes, em função das características do tráfego na região.

Já a terceira etapa se estenderá por 1.175 metros, entre o Rio Saboó e as proximidades da Rua Senador Christiano Otoni, próximo ao futuro Mergulhão, no Valongo. O projeto das avenidas perimetrais integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

# MERGULHÃO

A implantação do Mergulhão - a passagem rodoviária subterrânea a ser aberta em frente aos armazéns do Valongo – também está nos planos da Codesp para 2015. Só que ainda é necessário estudar uma forma de reduzir as dimensões do empreendimento. Isto porque seu custo foi avaliado em R$ 820 milhões, superior ao previsto pelo Governo Federal. A ideia é gastar apenas R$ 310 milhões na obra.

Para diminuir o valor, uma opção é encurtar em até 240 metros a passagem subterrânea. Ao invés de 970 metros, a estrutura teria, no máximo, 730 metros – mais 200 metros de cada lado para as rampas de acesso, o que somaria 1.130 metros de comprimento total.

A Codesp estuda a questão. Durante sua participação na última edição do seminário Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, realizado pelo Sistema A Tribuna de Comunicação em novembro passado, na Cidade, o presidente da Docas, Angelino Caputo e Oliveira, afirmou que, se o capital faltando para a obra for disponibilizado, ele garantia a realização do Mergulhão do Valongo.

# MARGEM ESQUERDA

O projeto-executivo da 2ª fase da Avenida Perimetral da Margem Esquerda (Guarujá), estudo que reúne o detalhamento técnico do empreendimento, deve ser concluído até abril. A obra será responsável por eliminar o principal conflito entre o Porto e a Cidade na região, que é o intenso trânsito na Avenida Santos Dumont, no Distrito de Vicente de Carvalho (onde fica a zona portuária). Utilizada como acesso aos terminais da Margem Esquerda, a via é bastante usada pelos moradores.

A Avenida Santos Dumont será remodelada e pavimentada. Ela tem cinco pistas destinadas ao tráfego portuário. Três delas são para veículos que seguem em direção às instalações de carga e duas faixas são reservadas para quem deixa o complexo. Para atender ao tráfego de veículos leves, existem outras quatro pistas. Duas são utilizadas por veículos que seguem para Vicente de Carvalho e outras duas para motoristas que vem daquela região. No total, em dois quilômetros de extensão, serão construídas duas rotatórias.

O projeto também prevê a implantação de duas pontes na Avenida Santos Dumont. Uma será estaiada e a outra, convencional. Ambas serão utilizadas para segregar o tráfego urbano do portuário na região.

 

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