Fonte: Estadão
A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) avalia que a safra de café de Minas Gerais em 2017 pode variar de 17 milhões a 18 milhões de sacas (de 60 quilos), uma queda de 6 milhões de sacas sobre a produção deste ano, que variou de 23 milhões a 26 milhões de sacas.
A avaliação de dirigentes da maior cooperativa do mundo do setor é que a bianualidade da cultura, com safras grandes e menores alternadas, será mais expressiva no próximo ano, principalmente por causa dos efeitos climáticos nas lavouras. Entre os impactos estão o volume grande de chuva até o início de junho, as geadas que atingiram as regiões do Cerrado Mineiro e do Sul de Minas, e ainda a estiagem que já dura mais de dois meses.
"As geadas atingiram 5% das lavouras de café do Cerrado e 3% do Sul de Minas que serão improdutivas na próxima safra", disse o presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa. Segundo ele, a expectativa agora é que com as chuvas previstas para este final de semana e ainda uma maior regularidade pluviométrica até setembro, haja a primeira florada para a próxima safra.A Cooxupé é a maior exportadora do país de café verde e deve encerrar este ano com a venda de 6,1 milhões de sacas, das quais 4,8 milhões vão para o mercado externo.
Em 2015 as vendas foram de 5,2 milhões de sacas de café com 4,1 milhões exportadas. Para o presidente da Cooxupé, com a previsão de uma menor safra em 2017, há uma possibilidade de que os volumes de vendas totais e exportação recuem.