"Estamos na bolsa e vamos chegar aos 25% de free float e nada mais", afirmou o presidente a jornalistas nesta segunda-feira (25/6).
O atual free float (parcela de ações em circulação no mercado) está em 24,1% e tem até outubro de 2014 para chegar ao mínimo de 25% exigidos pela bolsa brasileira para as companhias que estão no nível 2 de governança corporativa. Esse compromisso foi assumido pelo banco na oferta de ações de 2009.
O diretor financeiro, José Antônio Alvarez, afirmou que as vendas feitas pelo Santander no mundo estão limitadas ao comprimento de exigências regulatórias, como no caso do Brasil e Chile, ou em países onde o banco não conseguiu atingir participação de mercado relevante (em torno de 10%), como é o caso da Colômbia, que teve a venda anunciada no ano passado.
O executivo acrescentou, no entanto, que o banco pode se desfazer de negócios considerados "colaterais" a exemplo do que foi feito com a área de seguros na América Latina em 2011 para a Zurich.
Apesar de limitar possíveis vendas a essas condições, o Santander ainda vai fazer caixa na América Latina. Botín afirmou que o capital da unidade do México será aberto ainda nesse ano "Salvo se os mercados se complicarem muito", disse.
A instituição também espera fazer uma oferta de ações na Argentina, mas não há prazo definido. "A América Latina foi um dos nossos motores de crescimento e vai continuar sendo nos próximos anos." A região contribuiu com 53% do lucro do primeiro trimestre, sendo só o Brasil 27%.
Europa
Botín afirmou ainda que o Santander não necessitará de ajuda pública do governo espanhol porque possui liquidez e solvência. Ao final de julho, o banco irá anunciar novas provisões para fazer frente ao risco de deterioração da carteira de crédito imobiliário, uma das fontes de problema dos sistema financeiro da Espanha.
Para ele, após os ajustes e a ajuda financeira aos bancos que necessitam, o sistema bancário espanhol sairá fortalecido da crise.
"A Europa está atravessando momento muito difícil. Necessita que os políticos se coloquem em situação de mais cooperação e integração."
Fonte: Valor Econômico / 25/6/2012