January 30, 2014

BC dos EUA corta mais US$ 10 bi de estímulos econômicos no país

Fonte: Folha de S. Paulo - 29/1/2014 - 17h53

ISABEL FLECK

DE NOVA YORK

O Fed (Banco Central dos EUA) anunciou nesta quarta-feira (29) um novo corte em seu programa de estímulo, reduzindo de US$ 75 bilhões para US$ 65 bilhões a injeção mensal, via compra de títulos. A medida já era esperada por economistas.

Este é o segundo corte feito pelo governo. Em dezembro, o Fed já havia reduzido em US$ 10 bilhões (de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões por mês) o valor injetado na economia.

A decisão, anunciada ao fim de dois dias de encontro do comitê de política monetária do banco (Fomc), foi unânime -algo que não acontecia desde 2011- e reflete o otimismo do Fed com o "progresso cumulativo" da economia americana e a "melhoria das perspectivas para as condições do mercado de trabalho".

Em dezembro, os EUA registraram o menor ritmo de geração de empregos em três anos. No mês, foram criadas apenas 74.000 novas vagas, bem menos que a metade dos 200.000 postos esperados para o período.

Para alguns analistas, o resultado poderia levar o Fed a reconsiderar os cortes no programa de estímulo. A avaliação geral, no entanto, foi de que os números de dezembro foram influenciados pela onda de frio no país.

CONTINUIDADE

O comunicado final do grupo ainda sugere que, em seu próximo encontro, em março, o Fed deve seguir o mesmo ritmo de cortes. A expectativa de economistas é de que o banco siga reduzindo US$ 10 bilhões a cada um dos próximos seis encontros, e anuncie, até dezembro, o fim do programa.

Em dezembro passado, seus membros já consideravam que o programa estava perdendo poderes e trazendo riscos para a economia, mas defenderam cautela no processo de redução do estímulo.

O cenário não é bom para as economias emergentes, já que menos recursos injetados na economia representam, consequentemente, menos dinheiro disponível para aplicações em outros mercados.

Nesta quarta-feira (29), o Fed ainda reforçou o compromisso em manter os juros baixos -hoje próximos de zero-enquanto o desemprego não estiver abaixo de 6,5%. Em dezembro, ele caiu de 7% para 6,7%.

Este foi o último encontro com Ben Bernanke na presidência do Fed. Sua sucessora, Janet Yellen, assume o banco no próximo sábado, para um mandato de quatro anos.

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