September 22, 2026

ACS sedia workshop sobre nova tabela de Classificação Oficial Brasileira do café

O workshop, promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), para apresentar a proposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) de revisão da Classificação Oficial Brasileira (COB) do café em grão cru foi realizado na Associação Comercial de Santos (ACS) nesta terça-feira (22). No auditório da entidade, o encontro abriu espaço para debate, contribuições e sugestões do setor com a participação de exportadores de café, corretores, cooperativas, armazéns, tradings, classificadores, provadores, produtores e demais agentes da cadeia.

A apresentação foi conduzida por Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV/MAPA), e por Elton Massarollo, auditor fiscal federal agropecuário da Superintendência Federal da Agricultura e Pecuária no Paraná. O Cecafé foi representado por Eduardo Heron Santos, diretor técnico do Conselho.

Durante o workshop, foi apresentado o histórico normativo da classificação do café no Brasil, que tem como referência atual a Instrução Normativa nº 8, de 2003. Entre as críticas ao padrão vigente, foram apontadas a execução extensa e trabalhosa do protocolo, a distância em relação às práticas de mercado, a baixa correspondência com protocolos internacionais e o enfoque predominante em defeitos, com pouca valorização de atributos positivos.

A proposta de atualização foi construída por grupo de trabalho do MAPA, com revisão do texto normativo, coleta e classificação de 461 amostras dos principais estados produtores de arábica e canéfora, entre eles, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná, além de tratamento estatístico dos dados pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e consulta a diferentes entidades e agentes do setor.

Entre as mudanças apresentadas, a classificação física passa a adotar amostra de trabalho de 100 gramas e a organizar o produto em cinco tipos, com limites expressos em percentual de peso para catação, defeitos graves e matérias estranhas, além das condições de Fora de Tipo e Escória. A proposta também define teor máximo de água de 11,5%, estabelece critérios opcionais de coloração, formato e granulometria dos grãos e amplia as exigências de rastreabilidade para o café destinado à industrialização.

Na avaliação sensorial, a proposta unifica os protocolos para arábica e canéfora e adota estrutura em duas fases. A primeira enquadra o café em uma das cinco categorias, Especial, Fino, Superior, Comercial e Inferior, a partir da frequência e da intensidade de descritores sensoriais críticos para a precificação. A segunda reúne avaliação descritiva e afetiva, com pontuação em escala de 0 a 100, obrigatória para a categoria Especial e facultativa para as demais.

O encontro abriu espaço para debate, contribuições e sugestões do setor com a participação de exportadores de café, corretores, cooperativas, armazéns, tradings, classificadores, provadores, produtores e demais agentes da cadeia

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