06/06/2011

Tecnologia e as novas formas de aprendizado

Lélia Chacon - Jornalista e editora do site e revista Onda Jovem, do Instituto Votorantim

A tecnologia entrou na educação e ambas ganham cada vez mais valor no Brasil, tendo em vista a necessidade de o país dar formação de qualidade às novas gerações.

Há muitas carências a cuidar para atingir esse propósito, mas é certo que, quanto mais recursos tecnológicos estiverem disponíveis para os aprendizes e seus mestres, fora e dentro das escolas, maior será a oferta de conexões para aprender, isto é, aumenta a possibilidade de professores e alunos usarem os recursos em atividades educacionais formais ou em oportunidades diversas de aprendizado.

A oferta de aplicativos educacionais para equipamentos móveis, como o celular, incrementa ainda mais o caminho de aproximar educação e tecnologia pela melhoria do aprendizado. O governo federal tem feito esforço nessa aproximação.

O projeto Um Computador por Aluno (UCA), por exemplo, envolve o fornecimento de laptops educacionais a escolas públicas, mais infraestrutura de acesso à internet e capacitação no uso da tecnologia. Especialistas o consideram um avanço em relação aos laboratórios de informática nas escolas, pois dá mobilidade ao aprendizado, o aluno não precisa estar no laboratório.

Em uma escola de Piraí (RJ), o Ciep Rosa da Conceição Guedes, o UCA foi testado em 2007. A instituição divulgou que houve redução das taxas de evasão e que a meta do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) prevista foi rapidamente superada.

O município já desenvolvia o programa Piraí Digital, de democratização de acesso às tecnologias de informação e comunicação, usando um sistema de internet sem fio. Mas os resultados obtidos com o UCA levaram a prefeitura, em 2008, à decisão de estender o projeto para as 20 escolas da rede.

Quanto mais móvel for um produto tecnológico com acesso à internet e capacidade de armazenar dados, maior tenderá a ser seu aproveitamento no campo da educação e o efeito na qualidade do aprendizado.

É ainda um desejo de futuro para a maioria das escolas públicas brasileiras, como mostrou um levantamento de 2009 realizado pelo Ibope e o Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de São Paulo, financiado pelo Instituto Unibanco, Itaú BBA e Abril Educação.

Abrangendo 400 escolas públicas de ensino fundamental e médio de 13 capitais, a pesquisa indicou que, pelo menos nos grandes centros urbanos, há cada vez mais infraestrutura nas escolas para aplicação de tecnologia educacional. Segundo a pesquisa, 98% das instituições têm computador, impressora, TV e DVD. Em 85% dos casos, há projetor ou data show, máquina digital em 79% e filmadora em 50%.

O acesso à internet via banda larga está presente em 83% das escolas e 73% delas têm laboratório de informática, embora esse espaço não seja aproveitado para atividades com alunos em quase 20% dos casos.

Concluem os pesquisadores que falta capacitação de professores e gestores para aplicar as tecnologias em projetos pedagógicos e que esse é mais um desafio, entre muitos na educação, para tornar as aulas mais atraentes e dinâmicas, manter o aluno motivado e transformar as oportunidades de ensino em momentos reais de aprendizado.

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Lélia Chacon é jornalista e editora do site e revista Onda Jovem, do Instituto Votorantim

Fonte: Brasil Econômico - 6/6/2011
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