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Santos, SP/

12/06/2012

“Só vão sobrar sete bolsas no mundo”, diz Rocha Azevedo

Natália Flach (nflach@brasileconomico.com.br)

# Rocha Azevedo, após décadas dedicadas ao mercado financeiro, hoje é dono de faculdade, de editora, presidente do Jockey e investe em biodiesel            

Para o executivo, a BM&F Bovespa tem de se preparar para ser a representante da América Latina, quando os mercados acionários se consolidarem e só restarem sete, em todo o mundo.

Sentado em uma mesa do Jockey Club de São Paulo em plena quinta-feira à tarde, Eduardo da Rocha Azevedo parece um executivo padrão, com seus 63 anos, cabelos grisalhos, casado e um tanto quanto inquieto.

Mas quem conhece seu nome - e é muito difícil alguém que não conheça - sabe que ele é muito mais do que isso: já foi operador do mercado de ações e chegou a se tornar presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), além de fundador da BM&F e dono de uma das maiores corretoras do país, a Convenção.

Isso só no mercado financeiro. Sem contar suas aventuras pelo Brasil. Ele ainda fundou uma universidade, a Faculdade de Campinas (Facamp), e desbravou uma cidade chamada Piracuruca, no Piauí, onde possui nada menos do que 12 mil hectares de terras para produção de pinhão-manso, matéria-prima do biodiesel. A última empreitada foi assumir a presidência do Jockey Club São Paulo, local onde concedeu entrevista exclusiva ao Brasil Econômico.

E quem pensa que ele deve parar por ai está enganado. Continua ativo profissionalmente e também atento aos mercados por onde passou.

Como exemplo, uma vez a cada dois meses se encontra com o atual presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, para conversar sobre o futuro do mercado acionário no mundo e no Brasil. Sobre este último, é enfático: "Não há espaço para duas bolsas no Brasil, não tem mercado para isso", afirma o executivo também conhecido pelo apelido Coxa, que não coloca muita fé na vinda de novas competidoras para o país.

Para ele, a tendência é de consolidação das bolsas de valores mundiais e, neste processo, a brasileira terá um papel relevante: será a representante da América Latina entre as sete únicas bolsas de valores existentes.

Apesar de exercer um papel de conselheiro para este mercado, Rocha Azevedo não pretende voltar para ele. Junto com reconhecimento e glórias, traz algumas mágoas.

Lembra, com os olhos marejados, de quando sua família foi ameaçada por ele ter escolhido salvar o patrimônio da Bovespa em detrimento da quebra de algumas corretoras.

"Se precisasse fazer tudo de novo, ser xingado por pessoas que não entenderam, eu faria. Prefiro sair da bolsa como uma pessoa que causou prejuízo para as corretoras do que sair como o cara que quebrou a bolsa. A minha família passou apertado, claro que passou. Mas o meu processo não acabou por prescrição, mas por absolvição".

Com as contas acertadas, ele não se importa de conceder entrevista e até mesmo em ser fotografado.

A não ser por um detalhe: "Deixa eu terminar de fumar, senão a minha mulher enche o saco", brinca, sobre o vício que lhe acompanha e que o fez interromper por cinco vezes a entrevista e sobre Márcia, sua companheira há 42 anos, cuja união resultou em três filhos e sete netos.

Ainda sobre a família, ele demonstra que, de tudo o que já fez - e que ainda tem a fazer - o papel que mais lhe dá prazer é o de ser avô, aquele tipo que permite que os netos façam tudo o que não é indicado e, ainda assim, não é responsabilizado por isso.

Fonte: Brasil Econômico - 11/6/2012

 

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