02/02/2011

Realidade aumentada

Cláudio Conz - Presidente da Anamaco

Como já mencionei nesta coluna, no mês de janeiro participei da 100ª convenção da NRF - National Retail Federation, em Nova York, maior convenção do varejo do mundo. Um ponto que chamou muito a atenção foi a questão da realidade aumentada na experiência de compra. No futuro, cada objeto que você comprar vai virar parte da sua própria história pessoal.

A interação vai começar na experiência de compra, mas irá muito mais além. As lojas serão profundamente afetadas pelo princípio da realidade aumentada.

As lojas, hoje, até tentam oferecer o máximo de informações possíveis ao cliente, mas ele fica perdido e o acesso a elas também não se dá de maneira fácil.

Os princípios da compra pela internet móvel, que permitem que você compre em qualquer lugar ou acessando a internet pelo celular, navegue e verifique sua lista de compras, localize produtos e locais de compra próximos a você, receba cupons de desconto no celular e navegue em banco de dados, já mudaram o jeito de se fazer marketing por e-mail. Aliás, o e-mail já nem é mais tão acessado assim pelos consumidores, que descobriram a praticidade das redes sociais.

No entanto, ao escanear etiquetas ou códigos de barra ou receber cupons de desconto no celular, o consumidor tem limitações: a tela do celular,que é considerada pequena, e ele não está com as mãos livres para poder explorar o produto. Essas limitações requerem mudanças de comportamento.

Com base nesse princípio, a MIT Media Laboratory desenvolveu uma série de experimentos buscando solucionar as questões limitadoras e que permitirão às lojas um canal adicional de venda e marketing e oportunidades para atender melhor ao cliente no tocante aos serviços que ele espera (informações sobre os produtos, personalização dos serviços, recomendações e vendas casadas, informações sobre garantia etc).

Como combinar o melhor da venda online com a venda na loja foi o grande desafio.

E, com o apoio da Intel, eles desenvolveram alguns protótipos. O primeiro deles é um dispositivo móvel chamado Sexto Sentido, que torna qualquer superfície uma verdadeira tela de computador sensível ao toque: uma folha de jornal, livros, produtos... qualquer coisa pode se transformar em uma tela de computador touch screen. Com o recurso, ainda é possível trazer o que é o virtual para o real.

Através, por exemplo, do protótipo de uma lâmpada que reúne câmera, projetor e computador. O consumidor poderá colocar essa lâmpada em algum cômodo da casa para poder usufruir da realidade aumentada. Basta só ligar o interruptor para poder ter acesso ao futuro!

Estas são apenas algumas das novidades que vêm por aí. E tudo isso muito em breve também será realidade para nós aqui no Brasil!

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Cláudio Conz é presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção)

Fonte: Brasil Econômico - 2/2/2011
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