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Santos, SP/

06/01/2012

Produção de aço deve retomar trajetória de alta em 2012

Após segundo semestre de baixas, siderúrgicas devem ter expansão de 5% na produção deste ano, segundo a Tendências Consultoria

Klinger Portella, iG São Paulo

O movimento de queda de produção das siderúrgicas, observado com força no segundo semestre de 2011, deve ficar no passado. Segundo projeções da Tendências Consultoria, a produção de aço bruto deve fechar este ano com crescimento de 5%, com retomada de expansões na margem. No ano, devem ser produzidas 36,8 milhões de toneladas. “Este ano deveremos ter recorde de produção no Brasil”, diz Stefânia Grezzana, economista da Tendências.

Ternium prevê crescimento do mercado de aço do Brasil

Com o cenário de crise internacional, a retomada da produção, explica ela, será puxada pelo mercado interno. “Temos um cenário de crescimento baixo para a economia mundial, o que faz com que haja alguma melhora marginal em estoque”, diz Grezzana. “A expansão de 5% está respaldada, principalmente, no bom desempenho do mercado doméstico.”

A construção civil deve encabeçar a lista de maiores compradores das siderúrgicas neste ano. Segundo a Tendências, o setor deve ter demanda 4,5% maior em 2012, em relação ao ano anterior. A indústria automobilística aparece em seguida, com crescimento de 3,7% na produção de veículos e de 3,8%na fabricação de autopeças.

Apesar da alta deste ano, a produção de aço vem em movimento de desaquecimento. Em 2011, a produção total deve ter crescimento de 6,4% frente a 2010, para 35 milhões de toneladas. “2010 foi um ano de crescimento muito forte. É natural que, com o desenvolvimento do setor, tenhamos um efeito convergência, com taxas de crescimento cada vez menores.”

De acordo com os números da Tendências, no segundo semestre do ano, a produção das siderúrgicas teve redução de 1 milhão de toneladas, para 8,3 milhões de toneladas produzidas. A baixa pode ser explicada por um ajuste de estoque no período. A retomada da produção começa no segundo trimestre deste ano, com pico de produção previsto para o período entre os meses de julho e setembro, quando a produção trimestral deve ser de 10,2 milhões de toneladas de aço.

Horizonte azul

Se 2012 marca a retomada da produção de aço, as siderúrgicas deverão ter céu de brigadeiro no médio prazo. A agenda positiva para a economia brasileira - com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, bem como a projeção de investimentos em infraestrutura - deve fazer com que o cenário entre 2013 e 2016 fique ainda mais positivo para as companhias do setor.

A Tendências projeta crescimento médio de 9,1% ao ano na produção nacional de aço bruto, com aumento concentrado, principalmente, em 2014, ano da Copa do Mundo.

Além dos eventos esportivos, a produção deve ser beneficiada pelo aumento de investimento promovido pelas siderúrgicas.

Entre os projetos está a Unigal, nova linha de produção de aço galvanizado por imersão da Usinimas, inaugurada em maio, com capacidade de produção de 500 mil toneladas. A Gerdau deverá inaugurar neste ano uma fábrica em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, voltada para a construção civil. A Açominas, por sua vez, tem um projeto em Ouro Branco (MG) para a produção de chapas grossas e bobinas laminadas a quente.

“Há ainda uma série de outros projetos com previsão de entrada em operação nos próximos anos, de forma que a produção nacional de aço deve ser impulsionada nos próximos cinco anos”, diz Stefânia Grezzana.

Made in Brazil

O cenário otimista para as siderúrgicas está fundamentado no mercado interno. A demanda gerada por setores como construção civil, indústria automobilística e máquinas e equipamentos será o pilar fundamental para a retomada da produção. A crise internacional, por outro lado, trará um freio nas exportações de aço das siderúrgicas.

As exportações de produtos siderúrgicos devem chegar a 10,7 milhões de toneladas em 2012, um leve crescimento de 1,6% frente ao observado no ano anterior. O número mostra um forte desaquecimento frente ao observado em 2011, quando as exportações devem registrar crescimento de 17,8%.

Fonte: iG - 6/1/2012

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