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Santos, SP/

11/07/2012

Primeiro semestre foi perdido para o Brasil; 2013 será diferente

Giulia Camillo (gcamillo@brasileconomico.com.br)

# Marcelo Carvalho, do BNP Paribas, prevê que dados ainda continuarão fracos nos próximos meses
               
BNP Paribas atualiza projeções para o terceiro trimestre, prevê recuperação e diz que o ano que vem será diferente, com avanço mais forte e preocupações com a inflação.

"O ano que vem vai ser muito diferente". A afirmação de Marcelo Carvalho, economista-chefe do BNP Paribas para a América Latina, resume a expectativa de grande parte do mercado sobre a economia brasileira e mostra que este ano não terá um grande destaque.

Para 2012, a projeção ainda é de melhora no segundo semestre. Segundo Carvalho, o desempenho será um espelho do que foi no ano passado. "Se 2011 começou forte e terminou fraco, agora o início foi fraco e o final será forte", afirmou o economista a jornalistas.

O BNP Paribas divulgou nesta quarta-feira (11/7) as previsões para a economia global no terceiro trimestre, prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2% em 2012.

Entre abril e junho, a expansão anualizada e ajustada sazonalmente deve ser de 1,6%, seguida por crescimentos de 6,4% e 8% nos trimestres seguintes. Na comparação com os mesmos períodos de 2011, o PIB deve avançar 0,6%, 2,4% e 4,3% do segundo ao quarto trimestre deste ano.

No entanto, essa melhora deve demorar a aparecer nos indicadores, já que há uma defasagem - as vendas no varejo divulgadas nesta quarta, por exemplo, são referentes a maio. "Os dados ainda continuarão fracos nos próximos dois meses", afirma Marcelo Carvalho.

Política monetária

Em termos de atuação do Banco Central brasileiro, o economista do BNP Paribas se une ao consenso na espera por um corte de 0,5 ponto percentual na reunião desta quarta-feira, levando a taxa Selic para 8% ao ano.

Em agosto, Carvalho prevê um novo corte - o último deste ciclo -, com a taxa básica de juros encerrando 2012 em 7,5% ao ano.

Com a Selic em mínimas históricas, o economista acredita que há espaço para medidas fiscais, inclusive a revisão das metas de superávit primário. Há também uma janela de oportunidade para fazer a tão sonhada reforma tributária nacional - porém isso não está no cenário base do BNP.

"Já em 2013, a economia voltará a crescer e a inflação volta a ser um tema relevante", explicou Carvalho. O BNP prevê que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2012 com alta de 5,2% e acelere para 6,1% em 2013.

"O BC vai ter que subir o juro em algum momento", diz. A expectativa é de que o a autoridade monetária volte a mexer na Selic no ano que vem, levando a taxa para 9% ao ano ao final de 2013.

Economia global

No cenário mundial, a Europa continua em foco e o crescimento do PIB global é previsto em 3,2% neste ano e 3,7% no próximo. "Ainda é um avanço pequeno, frustrante. Mas esses números revelam a desalavancagem das famílias e dos próprios governos", explica Carvalho.

Em relação às medidas dos bancos centrais, o BNP espera novos cortes na taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE), levando-a ao patamar de 0,5% ao ano (atualmente em 0,75% a.a.).

Nos Estados Unidos, a previsão é de que haja um novo Quantitative Easing (QE3, flexibilização quantitativa), já que os juros estão próximos a zero. Inglaterra e China também devem adotar mais medidas, na visão do BNP Paribas.

"O movimento não deve ser coordenado, mas é sincrônico. E deve continuar", conclui Marcelo Carvalho.

Fonte: Brasil Econômico - 11/7/2012

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