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Santos, SP/

06/06/2012

Petrobras dobra base de fornecedores nacionais

Érica Polo (epolo@brasileconomico.com.br)

# Número passou de 2 mil para 5,3 mil desde 2003, quando governo implementou política de conteúdo local.

Desde que o governo federal decidiu implementar a política de conteúdo nacional no setor de petróleo e gás natural, em 2003, os índices de conteúdo local na estrutura da Petrobras avançaram significativamente.

No ramo de produção e exploração, a média de equipamentos de origem brasileira que compõem a estrutura da estatal saltou de 18% para cerca de 60%. Em abastecimento, o índice, que já alcançava os 53%, chega hoje a 90%.

A estatística foi divulgada ontem pela cúpula da Petrobras durante evento em São Paulo.

Traduzindo a numeralha, o avanço desses indicadores significa maior volume de negócios para os empresários que compõem a cadeia fornecedora da estatal.

Os benefícios vieram tanto para quem já atuava como fornecedor como para quem passou a negociar com a empresa, que hoje soma 5,3 mil fornecedores nacionais ante os dois mil que compunham a lista em 2003 - época da criação do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

O programa reúne iniciativas para estimular a participação das indústrias de bens e serviços no segmento de petróleo e gás.

Se por um lado a estratégia beneficia a Petrobras em redução de custos e otimização das operações, por outro, tem atrasado seu ritmo de investimentos. Isso porque os fornecedores de equipamentos, em especial no ramo da exploração, vêm tendo dificuldades em se preparar para atender rapidamente a demanda.

Um exemplo é o do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que atrasou a entrega do primeiro petroleiro - e em consequência o restante da carteira - em cerca de um ano e meio.

Mesmo assim, a Petrobras não discute a possibilidade de diminuir a exigência de conteúdo nacional em seus projetos, disse ontem a presidente da companhia, Maria das Graças Foster.

"O que a companhia tem feito é monitorar sistematicamente para criar um banco de dados que mostre de forma quantitativa e real capacidade da indústria nacional", disse.

Preços e financiamento

A executiva também apresentou ontem o balanço do primeiro ano do Programa Progredir, uma iniciativa do plano de negócios 2011-2015 e que tem como objetivo facilitar a obtenção de crédito por fornecedores da Petrobras.

O programa funciona em parceria com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, HSBC, Santander, Citibank, BicBanco e Banrisul e já liberou R$ 2,3 bilhões.

Na ocasião, Graça Foster disse que a queda do preço internacional do petróleo é favorável para o Brasil, por tornar o combustível competitivo.

Fonte: Brasil Econômico - 6/6/2012

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