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Santos, SP/

21/09/2011

Parque Tecnológico de Santos terá suporte e pesquisa da Petrobras – InvestSantos – 21/9/2011

Publicada em: InvestSantos - http://www.investsantos.com.br/ - 21/9/2011

# No local serão instalados dois núcleos que irão desenvolver soluções para logística e exploração de petróleo e gás na Bacia de Santos

MARCELO SANTOS

DA REDAÇÃO

O Parque Tecnológico de Santos contará com o suporte da Petrobras para deslanchar atividades de pesquisa e tecnologia, o que deverá atrair investimentos de empresas fornecedoras da estatal. Serão instalados na entidade dois núcleos que pesquisarão soluções para a logística e a exploração da Bacia de Santos.

O assunto foi discutido ontem durante o Seminário Gás na Economia, uma iniciativa conjunta do Sistema A Tribuna de Comunicação e Associação Comercial de Santos. O evento foi realizado pela Una Eventos no Mendes Convention Center.

Segundo o gerente de Relacionamento com a Comunidade de Ciência e Tecnologia do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, Luís Cláudio Costa, a exploração no fundo do mar tem sérios desafios. "O pré-sal tem rocha extremamente dura e o calcáreo entra nos dutos e age igual ao colesterol". Contra isso, é preciso investimento em pesquisa e tecnologia.

Na prática, os núcleos do parque tecnológico funcionarão como um braço do Cenpes, segundo o gerente-regional da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos da Petrobras, José Luís Marcusso.

Os núcleos contarão com as diretrizes da Petrobras e com o apoio do Cenpes. Essa ligação é importante não só pelas verbas da estatal que patrocinarão essas pesquisas, mas pela grande possibilidade de atrair investimentos diretos de fornecedores de equipamentos.

O Cenpes, que fica na Ilha do Fundão em área da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tem em sua própria área grandes indústrias que levaram para lá suas áreas de pesquisa. Entre elas estão grupos, como IBM, Siemens, Usiminas, Cameron, Technipe Tenaris Confab. O Cenpes se tornou um dos maiores centros tecnológicos de petróleo do mundo, com uma incrível circulação de pesquisadores e verbas volumosas.

A experiência do Cenpes é preciosa para a Bacia de Santos porque a extração é feita em águas profundas sob condições dificílimas que só são superadas por meio da pesquisas.

Entretanto, o prefeito João Paulo Papa e a deputada estadual Telma de Souza (PT) afirmaram ontem no seminário que pretendem defender a instalação de uma unidade do Cenpes na Baixada Santista.

Na edição do ano passado do seminário, em 3 de agosto, a Petrobras chegou a anunciar que instalaria um núcleo do Cenpes na região. Ontem, nos bastidores do evento circularam rumores de que a vinda definitiva do Cenpes seria anunciada pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloisio Mercadante, que não pode comparecer por acompanhar a presidente Dilma Rousseff em viagem a Nova Iorque.

Ontem, a estatal explicou que os dois núcleos serão do parque tecnológico, mas com todo o apoio do Cenpes.

O parque tecnológico funcionará por meio de uma fundação já criada por lei, mas que recebeu adequação às legislações estadual e federal para que possa fechar parcerias. Essas mudanças estão no texto que deve ser votado esta semana pela Câmara. A fundação também terá três diretores e um presidente bancados pela Prefeitura e que seguirão as diretrizes definidas por conselheiros das entidades e empresas que participam do parque­ universidades da região, Sebrae, Associação Comercial de Santos, Usiminas, Petrobras, Codesp e Fiesp.

 


 

# Para Marcos Santini, é hora de agir

O diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, disse ontem no encerramento do Seminário Gás na Economia que este é o momento certo para os empreendedores começarem a agir.

Ele lembrou que no próprio seminário, entidades estaduais e federais, como Finep e Fapesp, tem linhas de financiamento e programas de desenvolvimento de projetos, ressaltando que é preciso ter uma visão de médio e longo prazos.

"Temos que estar preparados para atender esse crescimento", afirmou Santini. "O fórum abriu uma janela de perspectivas".

Esse empreendedorismo agora pode ganhar o empurrão do parque tecnológico, pois dá acesso às pesquisas que serão desenvolvidas pelas universidades. O secretário de Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Santos, Marcio Lara, diz que já recebe consultas de empresas interessadas em instalar na região, como a IBM.

A fundação que representa o parque tecnológico preparou dois planos, um deles específico para desenvolver atividades técnicas de inovação e tecnologia e outro de marketing para atrair investimentos de empresas.

Esses projetos foram feitos pela USP e garantirão o credenciamento definitivo do parque tecnológico junto à Petrobras e entidades como a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O gerente-geral da Petrobras para a Bacia de Santos, José Luiz Marcusso, conta que até o momento o desenvolvimento de pesquisa está concentrado no Rio de Janeiro, isso pela exploração da Bacia de Campos, que começou nos anos 1970. "Chegou o momento de darmos corpo à presença da área de pesquisa na nossa região".

Marcusso ressaltou que o pré-sal terá pela frente uma necessidade cada vez maior de investimentos ­ o que equivale a mais oportunidades para os empreendedores.

A exploração da Bacia de Santos ainda está em sua fase inicial e registrando seus primeiros feitos, como o gás natural que chegou ao litoral especificamente às 19 horas de sexta feira.

A partir de agora, lembrou Marcusso, os trabalhos no mar só crescerão. Já há 630 quilômetros de dutos e dois projetos pilotos de produção de petróleo e gás. Nos próximos anos serão instalados mais 17 sistemas de extração e as plataformas chegarão a 90.

 


 

# Pró-reitor destaca resultados no RS

Enquanto a região se esforça para desenvolver seu parque tecnológico, o Rio Grande do Sul comemora bons resultados com o Tecnopuc, desenvolvido pela PUC de Porto Alegre.

Pró-reitor de Pesquisas e Pós-Graudação da PUC-RS, Jorge Luís Nicolas Audy, que falou sobre inovação e empreendedorismo, diz que parque tecnológico não se resume a reformar um prédio e instalar empresas em seu interior. Ele diz que o parque tecnológico é um habitat de inovação e pesquisa onde há interação entre universidade e empreendedores.

A Associação Comercial de Santos tem se dedicado nos últimos anos ao estímulo do empreendedorismo ligado à inovação tecnológica. Mas há um entrave para isso no País, segundo o presidente da entidade, Michael Timm. Ele alerta que as empresas brasileiras estão desconectadas dos institutos de pesquisa. "A chave para a inovação está nas empresas e principalmente nas universidades".

Audy lembra que os parques tecnológicos surgiram nos anos 1950. O primeiro foi o que hoje se conhece como Vale do Silício, surgindo depois complexos do Japão e França. Hoje há parques na China que geram 150 mil empregos, algo ainda impensável no Brasil. Na região, a particularidade é que o parque será abastecido por várias universidades ao mesmo tempo.

 


 

# Governo do Estado vai investir R$ 20 mi em parques tecnológicos

Santos é uma das 30 cidades que receberão o aporte; tema foi discutido ontem durante o seminário

LUCAS KREMPEL

DA REDAÇÃO

O Governo de São Paulo vai investir R$ 20 milhões em parques tecnológicos até o início de 2012. Santos é uma das 30 cidades que vão receber o aporte, anunciou ontem o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, durante o seminário Gás na Economia.

O evento, iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação e da Associação Comercial de Santos, foi realizado no Mendes Convention Center.

Para conquistar o credenciamento definitivo e receber os recursos necessários para a implantação do Parque Tecnológico, a Prefeitura deve entregar nas próximas semanas o projeto final para a Secretaria do Estado.

"Existe um roteiro para a implantação do parque tecnológico. É necessário ter uma área disponível de 200 mil metros quadrados no mínimo, empresas âncoras e vocação. Essas etapas Santos já preencheu", explica o secretário.

Santos já recebeu R$ 260 mil do Governo do Estadopara a realização dos estudos. O recurso foi utilizado na criação do plano de ciências, tecnologia e inovação, marketing, além da definição das empresas que estarão no parque.

Segundo Barbosa, "tão logo os planos sejam concluídos e o projeto da obra realizado, eles serão encaminhados para a secretaria, que vai ficar responsável pela viabilização de recursos para a primeira etapa, que é a materialização do parque".

O plano de ciência, tecnologia e inovação visa diagnosticar instalações, pesquisadores e identificar as oportunidades de pesquisa que promovam inovação para empresas da Baixada Santista. Já o plano de marketing e atração de novas empresas possibilita identificar as atividades que utilizam tecnologia em Santos e elaborar projetos e ações para viabilizar o marketing do parque.

O secretário de Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos de Santos, Márcio Lara, um dos palestrantes do seminário, explica que não se trata de um bairro novo, como já foi levantado por algumas pessoas. "OParque Tecnológico de Santos é de terceira geração. Ele é constituído pelas universidades públicas e privadas, empresas, centros de pesquisas, além de instituições federais e estaduais".

Entre as conquistas para o parque tecnológico, Lara destaca a implantação do campus da Universidade de São Paulo (USP) no prédio da antiga escola estadual Cesário Bastos, na Vila Mathias, as futuras instalações do Centro de Pesquisa e Universidade Petrobras, além da nova Fatec Rubens Lara, na área da Hospedaria dos Imigrantes.

O Parque Tecnológico contempla três bairros da área central de Santos: Vila Mathias, Vila Nova e Valongo.

A Petrobras, empresa âncora do projeto, ocupa atualmente três prédios na Vila Nova e deve inaugurar, até 2013, a primeira das três torres no Valongo.

O Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), anunciado na edição do ano passado do Gás na Economia, ainda não tem lugar definido, segundo o secretário Márcio Lara. "Estamos finalizando o projeto. O prefeito quer encontrar a melhor e mais adequada solução para a Cidade".

Ainda no âmbito de pesquisas, Lara falou sobre as instalações do Instituto Oceanográfico da USP e do Instituto de Ciências do Mar da Unifesp, que vão ocupar os armazéns 7 e 8 do Porto Valongo.

O Gás na Economia é uma iniciativa conjunta do Sistema A Tribuna de Comunicação e da Associação Comercial de Santos. Conta com o apoio da Prefeitura de Santos e da Caixa Econômica Federal, além do apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e patrocínio da Petrobras. Arealização é da UnaEventos.

 


 

# BNDES financiará R$ 4bi para empresas do setor até 2015

Para aumentar a competitividade das empresas da cadeia de petróleo e gás, tanto no mercado doméstico como no internacional, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 4 bilhões até 2015.

O montante, destinado desde o início do mês para empresas de pequeno, médio e grande porte do setor de petróleo e gás, foi divulgado pelo superintendente da área de Insumos Básicos do BNDES, Rodrigo Bacellar, um dos debatedores do painel Programas Federais de Fomento à Inovação.

"Empresas brasileiras, com controle nacional ou estrangeiro, que estejam no Brasil e empregando no País, dentro do ramo, já se enquadram no perfil das financiadas".

Bacellar explicou que o BNDES está preocupado com os segmentos ligados à tecnologia, que requerem equipamentos adaptados a esse ambiente mais agressivo do offshore, em grande profundidade.

A notícia vem em boa hora, já que a necessidade por sondas de perfuração marítima e outros equipamentos usados na exploração de petróleo ainda não estão com a força necessária no Brasil. "Vamos apoiar as empresas também, com implantação de novas unidades, além da modernização delas, que buscam tecnologia e know-how no exterior, através de fusões ou aquisições".

Quanto aos estaleiros, Bacellar explica que o BNDES já possui uma linha de crédito com até 20 anos de amortização. O crédito, por meio do Fundo da Marinha Mercante, é usado para a realização de projetos de implantação, expansão e modernização e para a construção e reparo de navios. Este programa vem para completar essa carência de pequenas e médias empresas que precisam se adaptar e crescer. "São milhares de empresas, sendo que 80% delas faturam até R$ 100 milhões, o que podemos classificar como pequenas e médias".

Fonte: Jornal A Tribuna - 21/09/2011

 


 

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